segunda-feira, junho 15, 2009

Dízimos: Deus é o Juiz!

Pelo fato de ser um simples contribuinte, sem ter participação nos dízimos, sinto-me à vontade para falar ou escrever sobre o tema. E como teólogo, sinto-me também na obrigação de repassar os conhecimentos que Deus tem me dado.

A desenvoltura como contribuinte, é porque muitas pessoas e especificamente aquelas que não contribuem pensam que todo obreiro que ensina sobre o dízimo, esta legislando em causa própria. E quando pensam ou falam dessa maneira, erram não somente pelo fato de não devolver o dízimo, mas também por desfazer da palavra de Deus. Será que o dízimo é só para pagar o salário de obreiros? Nesta postagem pretendo dar subsidio ao meu filho Nilson Junior, um dizimista, mas, muito combatido.

O dízimo é devolvido pelos vencedores. Pelos que vencem a si mesmo, vencem a avaresa e a incredulidade. Foi instituido por Deus para manter a sua igreja aqui na terra. Onisciente, Ele previu que os poderes publicos alegariam um estado laico e não ajudariam em nada a Igreja. Deus criou o dízimo para sustentação do seu reino aqui na terra. Assim como uma nação é sustentada com os impostos. Em Malaquias 3.10 esta escrito: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, diz o Senhor dos exércitos...". em outras palavras: para que minha casa se mantenha. Pague as contas de água, luz, telefone; compre bancos ou cadeiras, e, até o pão e o vinho para a ministração da Santa Ceia.

Dízimo é um mandamento. Veja que o verbo está no imperativo: "Trazei" isso é uma ordem. Muitas pessoas querem fazer do dízimo moeda de troca e tentam barganhar. em Gn 28.17, Jacó mesmo tendo estado defronte a escada do céu, e reconhecido que aquele lugar não era outro se não a casa de Deus, ainda não pagava os dízimos. Disse ele: "Se me deres roupa para vestir, comida pra comer e me livrar da violência, de tudo pagarei o dízimo".

O dízimo, não era de Jacó. Como uma pessoa poderá negociar com Deus o que já é dele? Nós os Jacós, devemos devolver o dízimo, mesmo que sofressemos fome, nudez e fôssemos assaltados ou espancados.

Pessoas há que vivem gastando seu dinheiro dissolutamente longe do lar paternal e pensam que pagando o dízimo, manterão seus empregos, assegurarão a comida para comer e a roupa para vestir e viverão em paz. Contribuem como se Deus fosse um deus pagão que o adorador podesse aplacar sua ira com algum sacrificio.

Os farizeus davam o dízimo do endro, da hortelã, e do cominho, e achavam que poderiam enganar a Deus, e continuar com suas práticas hipócritas. O mestre, ratificou o dever deles pagarem o dízimo, mas não esquecer o mais importante que é a misericórdia a fé e a justiça.Quando Ele disse "deveis", já no Novo Testamento, pelo qual somos agora governados biblicamente, está ratificando a importancia do dízimo para a vida espiritual. Em Mt 9.13 Jesus ensina: "...misericórdia quero, e não sacrificios". Esses contribuem para si próprio, porque Deus não aceita sacrifícios de tolos.

Outros, procuram argumentos na própria Bíblia para não devolver o dízimo. Dizem eles que isto é um mandamento do Velho Testamento.

Argumento que cái por terra, quando lembramos que a Nova Aliança, veio ratificar a velha. Jesus disse que não veio para anular os mandamentos, mas, para cumpri-los. E foi o único que os cumpriu integralmente. Se o filho de Deus não anulou o Velho Testamento, quem somos nós para fazer isto? A igreja do Senhor precisa do dízimo aqui na terra, como o país precisa do Imposto de Renda para se manter. Se em você restou agora só a suposição ou até mesmo uma constatação de que o dízimo é mal administrado, lembre-se Deus é o Juiz.

domingo, abril 19, 2009

Jesus: O psicólogo onisciente!

Os profissionais da psicologia, afirmam que a depressão é uma doença que deve ser tratada como outra qualquer. Que jamais se deve motivar um deprimido com palavras como: Reaja, ou: você não pode se entregar assim; ou ainda: levante a cabeça! Dizem que o mais correto seria ser solidário e comungar com os sentimentos do deprimido. Dizem ainda, que a medicina conhece os sintomas, a causa, sabe tratar mas, somente o deprimido sabe o que sente. A medicina não sabe o que se passa no íntimo, abstrato do ser humano.

Um dia desses ouvi de um conceituado médico:" Há coisas que a medicina não sabe explicar!"

Existem mil e uma razões por quê uma pessoa poderá sentir-se deprimida. Nem os crentes estão incólumes a isto; afinal, são humanos. Não obstante, o cristão deve analisar com mais atenção a real condição daquele que é ou está deprimido. Esta análise deve ser feita biologicamente e espiritualmente. Deve se saber o que está acontecendo com a pessoa. Se realmente é uma depressão, estresse ou uma simples tristeza.

E o que é depressão? É a palavra mais usada na sociedade, em que o individuo define seu estado emocional e/ou espiritual. É comum ouvirmos: "Hoje estou pra baixo" e as vezes: "estou de baixo astral". Isto é normal no dia-a-dia. Então, qual é a diferença entre depressão, estresse e tristeza? Depressão se patológica, é uma doença como outra qualquer, que necessita de cuidados. Estresse é o acúmulo de cargas psicológicas, que desaparece à medida que diminui a fadiga. A tristeza é passageira, à medida que for substituida pela felicidade.

Os profissionais da área, usam uma simbologia simples para explicar melhor essa diferença, usando a metereorologia, fazendo um paralelo entre o clima e o tempo. O clima de uma região demonstra como ela é ao longo dos anos ou séculos. O tempo é a variação desse clima. Mesmo com esta belíssima comparação, não sabe o que passa com o acometido pela depressão, porque ela é puro sentimento!

Quais são os sintomas da depressão? Sensação de fracasso, lentidão física e mental, variação no apetite, alteração do sono, concentração dificultada por variação de pensamentos; falta de nergia e de interesse, são sintomas da depressão patológica. Então há outro tipo de depressão? Sim, com absoluta certeza. E, como a identificamos? Dissemos no início que a medicina conhece os sintomas,
causas e sabe tratar.

A depressão não patológica é aquela em que não há origem da causa, não há razão de existir. Um exemplo corriqueiro dessa depressão, é quando o individuo acorda deprimido, geralmente pela manhã. Então questiona a si mesmo o porquê de estar assim, fazendo uma auto-análise: "Não estou doente, nem alguém da familia, ou amigos, no trabalho está tudo bem, a despensa e geladeira estão abastecidas, a consciência não me condena, e o que está acontecendo comigo? Vai ao médico e , mesmo sem uma causa evidente, ele receita anti-depressivos de 0,5 mg. Quando o remédio acaba, você volta outra vez ao consultório e sai de lá com mais uma receita de psicotrópicos, agora de 1,0 mg. Você ainda questiona: Mas, doutor, não há razão para esta depressão existir. Vais ouvir aquela sonora resposta: "Há coisas que a medicina não sabe explicar" . Se você continuar com a medicação, vai terminar sendo hóspede do hospital psiquiátrico mais próximo.

O advento de Jesus, o seu ministério, a sua morte na cruz, são etapas do projeto de Deus-Pai, para a salvação do homem. Nestas três etapas o diabo colocou obstáculos para desarticular o projeto divino. Logo que Jesus nasceu, ele quis matá-lo através de Herodes. Ao iniciar o seu ministério, foi tentado pela exaltação: mostrar que era filho de Deus. Depois, tentado a tentar o próprio Pai e, por fim, trocar sua condição de adorado, pela a de adorador. Em todas essas investidas Jesus resistiu com a palavra de Deus, (Mt 4.1-11). Mas o diabo não desistiu. Um certo dia, quando o mestre dizia aos seus discípulos que haveria de ser entregue nas mãos de malfeitores, ser preso e crucificado, o inimigo mais uma vez pensou em interromper sua missão, e usou até mesmo um de seus seguidores, que, chamando-o em particular, disse palavras de desânimo, de desencorajamento, em tom de repreensão (querendo mostrar autoridade): " Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isto". (Mt 16.22) Jesus, o Psicólogo onisciente, não somente sabe os sintomas e a causa, mas sabe a origem da causa. Sabia de onde vinham aquelas palavras depreciativas e disse: " Para trás de mim satanás...".

A depressão patológica tem motivo aparente, é consequência de eventos desagradáveis. A depressão sem causa é de origem demoníaca.

Satanás procurou desencorajar a Jesus e impedi-lo de chegar ao gólgota. O diabo entrava em pânico só de pensar em Jesus, de braços abertos pela cruz, ao pronunciar: "Pai, em tuas mãos, entrego o meu Espírito". Jamais o inimigo de Jesus, queria ouvir o brado que selou a conclusão do projeto de salvação: "Pai, está tudo consumado!". Lúcifer já tremia de medo, em saber que seria esmagada a sua cabeça e que perderia a chave do abismo. Já sentia-se terrivelmente deprimido em ver que Jesus continuou firme até a morte; vencendo-a ao ser ressuscitado pelo Pai, quando um brado maior encheu de esperança a humanidade! "Todo poder me é dado nos céus e na terra". Não sobrou poder para o inimigo. Afirmar que encorajar um deprimido é errado, é mensagem diabólica, ou, no minimo, de quem "só compreende as coisas que são dos homens" (Mt 16.23b).

Deus conhece a estrutura humana, e fez de seu filho vencedor, contrariando todos esses argumentos. Desde o princípio Ele quer dar alívio ao angustiado. (Dt 4.30). Basta que O invoquemos (Sl 50.15). O salmista fez isto, e foi ouvido ( Sl 120.1) É importante sim, para o afetado pela depressão, fazer da fraquesa a força (Pv 24.10). Porque Deus nos ama, e Ele quer nos fazer vencedores.
"Em todas estas coisas, somos mais que vencedores por aquele que nos amou" ( Rm 8.37).

quinta-feira, março 19, 2009

Toda imprudência será castigada.

Alguns dias atrás li nos jornais que um senador, fez duras críticas ao seu próprio partido. Parte da imprensa considerou um desabafo, outra, um puxão de orelhas, chamando a atenção de seus pares para o estado, segundo ele, em que se encontra a agremiação.

A reação de seus correligionários veio de todos os lados. Alguns acusaram-lhe de anti-ético e outras coisas mais. Outros até concordaram com suas palavras mas, acharam que ele lavou roupa suja em público; levando em consideração o ditado popular. Fazendo uma leitura mais profunda disto, lembrei-me das palavras de Jesus: "Os filhos das trevas são mais prudentes em suas gerações, que os filhos da luz" (Lc 16.18).

A prudência, segundo o dicionarista Aurélio Buarque, é:
1. a qualidade de quem age com comedimento, buscando evitar tudo que julga fonte de erro ou dano.
2. Cautela, precaução.

Na verdade, toda instituição humana tem defeitos e, por isso, problemas; afinal são feitas por seres humanos. No entanto, mesmo admitindo seus erros, ninguém gosta de ver suas entranhas expostas. Nós os evangélicos, não estamos incólumes aos erros. O próprio Senhor Jesus admitiu isso, a partir daqueles que já o seguiam quando orou ao pai celeste dizendo: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal". (Jo 17.15). No versículo seguinte, Ele nos incluiu ao dizer: "Eu não peço somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim".

Sendo assim, somos propícios a erros e, por esta razão, jamais poderemos fazer o papel daquele fariseu que subiu ao templo e, ao lado de um publicano, orava em pé dizendo: "Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou o dízimo de tudo o quanto possuo". (Lc 18.10-12).

Infelizmente esse pensamento ainda permeia a cabeça de muitos cristãos. Se não fora verdade, isso não estaria nas páginas da Biblia, para exemplo e nos redarguir. O problema é que esses cristãos não aplicam a Palavra de Deus às suas vidas, talvez a do vizinho de banco ou a um companheiro de ministério. Niguém é crente 105%, quem assim se julgar descerá sem a justificação. E olhe que o farizeu desceu literalmente pra casa, mas num sentido mais amplo poder-se-ía descer ao inferno. Estes tais, acreditam não haver mais necessidade da longanimidade de Deus e por isso não clamam mais por sua misesricórdia.

continuando a parábola, Jesus disse que o publicano, nem ousava levantar os olhos ao céu. Somente batia no peito e dizia: " Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador". (Lc 18.13). Em seguida o mestre acrescentou: "que este desceu justificado, e não aquele".

Nós por mais coerentes que sejamos não podemos atirar pedras no nosso irmão. Principalmente quando as tais são arremeçadas pelos meios de comunicação como o rádio, a Tv e Internet. Se hoje temos segurança de nossos passos, devemos também lembrar que ainda não ganhamos corpo incorruptível, e corremos o risco de ter que nos defender dessas mesma pedras.

Se os homens que militam em instituições comuns, repudiam tais atos por uma simples questão de ética, como devemos fazer em se tratando do sagrado? Pessoas há, que por haverem alcançado fama, idade avançada, ou longos anos de "experiencia" ministerial, acham que podem falar "tudo" no pulpito ou até mesmo na grande mídia. E como fica aqueles que precisam ouvir ou ler uma palavra de esperança, se de quem a esperamos se mostra desesperado?

Se assim procedermos receberemos repúdio não somente daqueles, mas também do apóstolo Paulo. Ele escreveu aos corintos: "Ousa algun de vós, tendo negócio contra outro, ir a juizo perante aos injustos? (I.Co 6.1). Esse juizo, não significa tão-somente os tribjunais, mas, o julgamento da opinião pública.

Que Deus nos conceda da sua Graça. Que possamos colocar em prática a sua Palavra: "O Senhor te dê tão-somente prudência e entendimento..." (ICr 22.12). " O que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo é mau". (Am 5.22). E com seu evangelho, Jesus ratificou isto, dizendo: " Eis que vos envio ao meio de lobos, portanto, sede prudentes como as serpentes, e simplices como as pombas". (Mt. 10.16).

sábado, março 14, 2009

O Brasil, é um Estado Laico?













A Constituição Imperial de 1824, estabelecia que o catolicismo era a religião oficial do Brasil. Isso durou até l891, quando foi promulgada a primeira constituição republicana brasileira. De lá pra cá, até a ultima, de 05 de Outubro de 1988, todas as cartas magnas do país, preceituam o Brasil como um Estado laico. E o que é isso?

Laico, do latim laicus, segnifica leigo. Ou seja, o pais se manterá leigo em relação aos assuntos religiosos de sua população; não se envolvendo em questões religiosas. O
Artigo 19 da atual constituição, diz o seguinte: É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I. Estabelecer cultos religiosos, Igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhe o funcionamento, manter com elas ou seus representantes, relações de dependencia ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

"Embaraçar-lhe o funcionamento, significa, restringir, dificultar, vedar, limitar a prática psíquica ou material dos religiosos", segundo interpretação de MIRANDA SILVA J., p. 253/254, 2000.

O Brasil é um país democrático, que prega isso para " os quatro cantos da terra". Mas, parece que nós os cristãos, não tomamos consciencia disso, e vivemos como se sempre estivéssemos na iminencia de sofrermos retaliações, ou perseguições. E, por esta razão, não exigimos (mesmo aqueles que tem assento nas casas legislativas), o que é nosso por direito .

E se chegássemos até o ponto de sermos perseguidos, como ficaria então o texto de Atos 5.41? O qual relata que os discípulos "saíram da presença do conselho regozijando-se por terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus".

Um dos maiores embaraços que sinto, é quando tenho que apresentar os irmãos de outras congregações, na nossa igreja, situadas nos inúmeros bairros com nomes idólatras. - Estão conosco os irmãos da congregação do São Francisco, do Santa Sofia, do São Cristovão, do São Joaquim, do São João, da Santa Maria, da irmã Dulce... e se fóssemos citar todos não haveria espaço.

É oportuno lembrar que esses embaraços são café pequeno, diante daqueles impetrados exatamente por quem formulou e aprovou a lei maior do país. Como um país laico tem tantos feriados religiosos? Aparecida, finados, Corpus Christi, sexta-feira da paixão. Para os parlamentares a lista não está completa. Falta o dia de Santo Antonio de Sant'ana Galvão, que se for aprovado na Câmara, o projeto de lei (PL 696/07) já aprovado pelo Senado será comemorado no dia 11 de maio.

Como um país laico gasta uma fortuna para recepcionar um papa. Por que é um chefe de Estado? E quais são os acordos bilaterais que foram assinados? Como se isso não bastasse, mais um embarço está sendo projetado. E nossos "representantes" dormindo no ponto. No momento em que é batido o martelo, eles se espantam, pensando estar na igreja, dizem amém.

Geralmente, nas igrejas evangélicas os rituais dos cultos são parecidos e em muitas são identicos. Começa com oração, louvor, leitura de um texto bíblico, seguido de oração novamente. Em seguida, alguns louvores apresentados por cantores prata da casa ou visitantes, mensagem e apelo; novamente louvor e ofertas, avisos, oração final e bênção apostólica. Isso pode mudar por força de lei.

Os evangélicos serão obrigados a executarem o Hino nacional brasileiro antes de começar os cultos, desde que esse culto, seja associado a um ato patriótico. Por exemplo: a comemoração do dia da indepêndencia do Brasil. O dia alusivo aos estados, um culto em ação de graças pela abolição da escravatura etc.

A proposta é do deputado federal Vital do Rego (PMDB-PB), que encaminhou projeto de lei recebendo o número 4627/09, o qual tornará obrigatória a execução do Hino Nacional brasileiro nas escolas de ensino fundamental e médio, antes de começar as aulas e em outros locais. No projeto, está definido como e quando o hino deverá ser executado. Na abertura de sessões cívicas, início de atividades desportivas, início e encerramento de transmissões de rádio e televisão (hoje somente a televisão estatal faz isso), e em cerimônias religiosas em que se associe um caráter patriótico.

Segundo o autor do projeto, a execução do hino brasileiro, "vai aumentar o conhecimento sobre o mesmo, tanto letra como melodia. E ensinar o povo a amar e preservar os valores patrióticos que ele simboliza para o país." O deputado diz ainda que, o povo brasileiro não sabe cantar o seu hino nacional. O projeto tramita em carater conclusivo na Câmara dos deputados, aguardando a análise das Comissões de Turismo e desportos, de Educação e Cultura; Constituição e Justiça, e Cidadania.

Cá pra nossos botões: Nós os evangélicos até que aprendemos cantar, agora votar... mas, da próxima vez, votaremos nas "pedras". Talvez estas clamarão!

domingo, março 08, 2009

Dia internacional da mulher:














Três razões para não comemorar

O apóstolo Pedro escreveu em sua primeira epístola universal (capítulo 2), que os crentes são um povo adquirido, nação santa, ou separados, em outras versões. E esse "separado" é exatamente aquilo que faz a diferença.

Realmente, se quisermos trilhar dignamente o caminho chamado Jesus (Jo 6.14) temos que ser diferentes. O problema, é que dificilmente aplicamos a palavra de Deus integralmente à nossa vida. Inúmeras passagens biblicas, nos levam a fazer uma reflexão, o quanto somos ou deveríamos ser, diferentes do mundo (povo). E esta contraposição, na forma de viver, para com o mundo agrada a Deus. Inexplicavelmente o pai eterno nos amou. O Senhor chegou a dizer pela boca do profeta Malaquias, que para Ele, somos seu particular tesouro. E por isso é que ele nos poupa. E é aí onde está a diferença! O profeta continua dizendo no versículo seguinte (Ez 3.17-18) ... "vereis outra vez a diferença entre o justo e o impio; entre o que serve a Deus e o que não serve".

Se Deus diz "vereis outra vez", então é porque essa diferença já é visível. A luta dos apologéticos, desde os tempos de Ário, tem sido constante, para que se mantenha essa diferença.

Muitas têm sido as ocasiões em que o inimigo de Deus, tem investido para misturar, para desfazer essa diferença. Às vezes declarada, como a investida do ecumenismo. Outras vezes sutilmente. " (...) com suaves palavras enganam os corações dos símplices" (Rm 16.18). Entre as investidas sutis estãos as comemorações alusivas a isto, ou aquilo no Brasil e no mundo. Muitas delas oriundas de mentes pagãs e/ou malignas. Já há até alguém que se diz evangélico, defendendo que devemos ir ao carnaval, para "ganhar" almas para o reino de Deus. Estes tais, não lembram ou não sabem que, o carnaval é o escárnio em si. Não aplicam a si, o que Davi aconselha: "Bem aventurado o varão que (...) não se assenta na roda dos escarnecedores..." Sl 1.1.

Há coisas tão inseridas no nosso dia-a-dia que nem questionamos mais, embarcamos nelas de olhos fechados. E onde fica o vigiar de Jesus? (Mt 26.41) O vigiar do mestre aqui, é exatamente para não caírmos em tentação. Significa que essa tentação é sutil, porque quando ela vem declarada não precisamos vigiar. Os verdadeiros crentes em Jesus, rejeitam de cara o tal ecumenismo, por exemplo.

Ao longo dos tempos, uma sociedade vai mudando gradativamente seus costumes. E a parte protagonista acaba se tornando sempre a maior, a que detém mais poder de comunicação. Muitas vezes é constrangedor, é sofrido dizer ou escrever verdades que não podem calar. É por isso que o anjo disse a João, que ao comer o livro, na sua boca seria como o mel e no estômago, amargo como fel. (Ap 10.10).

Hoje o mundo inteiro comememora o dia internacional da mulher. Alguns questionamentos devem ser feitos antes que possamos nos juntar a essa comemoração. Como foi instituído? Qual a origem? Quem foi o(s) autor(es)? Quais foram os motivos? E por último: devemos como cristãos comemorar qualquer coisa?

O dia internacional da mulher foi instituído em homenagem a 129 mulheres assassinadas em Nova York nos EUA, no dia 8 de Março de 1857. Naquele dia muitas mulheres que trabalhavam numa fábrica e, em greve, se apoderaram da empresa. Elas exigiam que os salários fossem igualados aos dos homens, porque faziam as mesmas tarefas; elas ganhavam 1/3 do salário dos homens. E também a diminuição da jornada de trabalho de 16, para 10 horas diárias. Os patrões com a conivência da polícia, tocou fogo no prédio, e o resultado foi a tragédia já descrita.

Em 1910, 63 anos depois, a feminista alemã de carteirinha, Clara Zetkin, organizou em Compenhague na Dinamarca a 2ª conferência socialista, depois de várias passeatas. Nesta conferência por proposição de uma camarada do Partido Comunista Búlgaro, foi instituído o dia 08 de março, o dia internacional da mulher. Em 1975, por decreto, a ONU o oficializou.

E porque não nos convem comemorar o dia internacional da mulher? Primeiro: Porque os cristãos não apóiam rebeliões ou greves. Nós escolhemos Jesus, e rejeitamos Barrabás. Numa greve contra o dominio romano na Judéia, ele matou um homem (Mc 15.7). Quando houver uma greve, se não podermos trabalhar por conta dos piquetes ou para não sofrermos represália, ficamos em casa. O apóstolo Paulo, exorta como deve ser o comportamento do empregado cristão (Ef.5.3-8).

Segundo: As feministas lutaram para fazer disso sua bandeira maior. Paulo também ensina como deve ser a atitude das mulheres santas. Elas não devem seguir os ensinamentos de feministas (Tt 2.3-5). Terceiro: Nós cristãos não seguimos as doutrinas maxistas comunistas. Ser cristão não é qualquer ser humano, é aquele que segue os ensinamentos de Cristo. Mais uma vez, lembrando de Paulo, ele escreveu aos coríntios: "Sede meus imitadores como eu sou de Cristo" (I Co 11.1). E aos colossenses: " Digo isto para que ninguém vos engane com palavras persuasivas" (Cl 2.4).

Para amar, proteger, cuidar e defender nossa mulher, mãe, filhas ou netas, não precisamos mesmo de um dia específico, afinal, elas precisam ser amadas todos os dias.

domingo, março 01, 2009

Brasil: Um berço esplêndido 2.














Quando pensávamos que dar guarida a bandidos na pátria amada, era coisa do passado, eis que surge a polêmica Cesare Battisti. Batttisti, o terrorista italiano, é um remanescente daqueles imbecis que choraram quando derrubaram o muro de Berlim, em 1989. Daqueles que antes já haviam se lamentado do prenúncio de falência de um regime, quando da dissolução do império virtual1 chamado União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Daqueles que pensavam em converter o mundo ao comunismo, mesmo que para isto tivessem que ceifar vidas. E foi exatamente isso que Battisti fez.

Não tem esse negócio de ele ser só acusado, ele foi julgado e condenado no seu país à prisão perpétua. No periodo da guerra fria
2, Cesare Battisti, com 20 anos, enganjou-se na militância radical de esquerda italiana, dos anos 70. Na facção chamada proletários armados pelo comunismo.

Em 1979, foi preso e condenado a 12 anos e 10 meses de cadeia, por ações subversivas. Em 1981, fugiu. Esteve no méxico, e depois foi para França. Lá foi protegido pelo governo socialista de Miterrand, que concedeu-lhe asilo e cidadania. Casou-se e tem duas filhas. Em 1982, o comparsa, fundador da facção PAC, Pietro Mutti, preso na Itália o entregou numa "delação premiada". O governo italiano solicitou sua extradição por duas vezes à Miterrand, mas, foi negado.

Quando Sarkozy, assumiu o governo da França, negociou com a Itália a extradição do terrorista. Segundo a imprensa italiana, o presidente francês, quis em troca o voto italiano no tratado constitucional europeu, autorizando a TGV
3, operar no trecho Lyon-Turim, e a aquisição de aeronaves Airbus pela Itália. Sarkozy, o novo deus francês disse: Demos à César o que é de César, (cadeia) e à França o que é bom pra França, (equilíbrio na balança comercial, mais empregos e um bandido a menos). Quando Battisti soube (ou foi avisado?) da transação, fugiu para o Brasil; e preso no dia 18 de Março de 2007.

O governo Italiano pediu sua extradição, e o processo foi enviado ao Conare - Comitê Nacional de Refugiados
,que deu parecer contrário à permanencia de Battisti aqui porque, o mesmo não apresentou provas convincentes de que sofre perseguição política pelo estado italiano. Mesmo assim, o ministro da justiça, tomando uma decição segundo suas próprias convicções, deu status de refugiado político ao terrorista. Convicção esta, de que as astrocidades cometidas por esses bandidos é resultado de luta por um ideal, contra um regime, embora que os contrários às suas idéias, sejam condenados e executados por um tribunal cladestino como os camaradas do PAC de Battisti fizeram.

Não dá mesmo para acreditar em comentários da grande imprensa, de que o governo brasileiro está mantendo esse terrorista aqui, por um pedido de Carla Bruni, primeira-dama francesa, simplesmente por amizade. Até porque o próprio marido entregou a cabeça de Battisti num prato. A imprensa "oficial" insinua que o Brasil não pode ceder, só porque dois presidentes europeus estão pedindo. Se os europeus negociaram, nós vamos pagar o ônus? O que vamos ganhar com isso? Sustentá-lo ou empregá-lo na casa civil?

Se o STF decidisse pela permanencia dele aqui, só nos restariam os maus exemplos. Aulas de bandidagem de um expert internacional. O povo brasileiro tem boa índole e, por causa dessa virtude, os maus de ontem, se apresentam agora vestidos com um "manto" de justiça. O presidente Lula, mandou uma carta para o presidente italiano Giorgio Napolitano, explicando a decisão do seu ministro, mas não convenceu ninguém na Itália.
Lá atualmente o governo é de centro esquerda. O parlamento 50% é de oposição, mesmo asssim, todos os parlamentares se uniram e querem o italiano de volta. O que não acontece no Brasil. Nem todos os partidos apóiam a decisão do governo do PT.

Com decisões como esta, "nós", criamos constragimentos com um país amigo, que cedeu vários filhos para povoarem o sul do Brasil, no século XIX. Um país doq ual importamos nossa cultura jurídica. Com tais decisões, abre-se precedência a outros indesejáveis no mundo inteiro, de facções como a Al-qaeda, Farc, Sendero Luminoso etc. Cezar Battisti, deve estar sorrindo dos parentes de suas vítimas. Enquanto choram nos túmulos, ele espera o sol da liberdade do Brasil. Deve está até orgulhoso, porque, a sigla mais propagada atualmene por aqui é PAC. Xará do seu Proletários Armados pelo Comunismo. Será mera coincidência, ou uma homenagem?

Cabe agora, ao Sr. presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, responder ao presidente da Associação das vítimas do Terrorismo italiano, sr. Della Rocca, quando diz: "A justiça do Brasil é generosa ou cega?"

1 A extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas era considerada um império "virtual", pois os países que formavam este bloco permaneciam com o status de repúblicas independentes, embora fossem na verdade fantoches do governo de Moscou.
2 A expressão "guerra fria" designou por décadas a disputa de poder entre os países capitalistas alinhados com os Estados Unidos, o primeiro-mundo, e os alinhados com a URSS, o segundo-mundo. Os países "não-alinhados", como o Brasil e a Índia, eram alcunhados de terceiro-mundo. Referia-se ao fato da guerra ser travada nos bastidores e não militarmente.
3 Empresa que controla o chamado trem-bala francês.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

BRASIL: Um berço esplêndido!

Com boas intenções, Joaquim Ozório Duque Estrada, autor da letra do hino nascional brasileiro, descreveu em verso a beleza do Brasil. "Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo (...), Iluminado ao sol do novo mundo (...) teus risonhos lindos campos tem mais flores. Nosso bosques tem mais vidas, no teu seio mais amores".

Cantar o hino nacional era parada obrigatória nas escolas daquela época, 1963. A escola era o Grupo Escolar Gov. Miguel Rosa, situada no bairro pirajá ,em Teresina, ( curso primário ). Não havia Tv nem internet. Havia conversas nas calçadas até altas horas, acompanhadas por um radinho a pilha. Sem riscos e sem assaltos. Essa palavra só estava nos dicionários. As vezes as conversas eram interrompidas pelos noticiários das rádios Difusora, Clube e Pioneira. O mais famoso era o reporter Esso, da rádio Globo do Rio de Janeiro.

Naquele ano, dois episódios internacionais chocaram os pacatos prosadores de minha tranquila Teresina. O assalto ao trem pagador (agosto) e o assassinato do 35º presidente dos Estados Unidos da América, Jonh F. Kennedy (Novembro). Na escola, os colegas chamavam os amiguinhos, para brincarem de "o trem pagador".

Quando perguntados, como era essa brincadeira, diziam: "Agente faz uma fila, com as mãos nos ombros dos outros, que é o trem carregado de dinheiro. Outros meninos esperam escondidos o trem passar e roubam a grana. Só fui entender essa estória muitos anos depois.

Em 1974, fui morar em São Paulo. Lá as emissoras falavam muito no trem pagador. Lembrei da brincadeira dos meninos, e já com 19 anos fui pesquisar esse fato que aconteceu no dia 8 de Agosto de 1963. Nesse dia, uma das mais audaciosas quadrilhas do mundo, composta de 16 elementos, assaltou um trem que transportava dinheiro de depósitos bancários da Escócia para a Inglaterra; mais precisamente no condado de Bukinghamshire. Sem fazer uso das armas de fogo que possuia, a gangue tomou 2.631.784 libras esterlinas. Mais ou menos, 9.2 milhões de Reais. Onze desses bandidos, foram presos, entre eles o sagaz Ronald Biggs que, depois de dois anos na penitenciária, escapou com ajuda de suborno, escalando muro com cordas de panos. Biggs, foi para a Austrália e em 1970 refugiou-se no Brasil.

Aqui ele encontrou o berço esplêndido; ao som do mar(...). Foi morar na cidade maravilhosa. No seio do Brasil, encontrou mais amores. Ele havia deixado para trás, a esposa e três filhos. Casou-se novamente aqui, com a dançarina de boate Raimunda de Castro. Biggs tornou-se uma celebridade. Um bandido famoso, na cidade maravilhosa, com sua morena dengosa. Neste paraíso, surgiria um filho famoso. Nasceu Michael Biggs - o Mike de uma banda infaltil dos anos 80. O sucesso, foi um verdadeiro balão, e só poderia ser mágico. O sucesso de Mike, muchou junto com o Balão Mágico.

Mike tornou-se a desculpa que Ronald, precisaria para se manter aqui, rindo da Scoltland Yard. Não poderia ser extraditado, porque a Inglaterra não tinha acordo de extradição com o Brasil. Quando um reporter inglês o encontrou no Rio de Janeiro, a polícia inglesa quiz pegá-lo, o malandro havia engravidado a prostituta dançarina. Estava descartada a segunda hipótese que poderia levar Biggs de volta.

A Constituição Brasileira, prevê que qualquer criminoso estrangeiro, pai de um brasileiro, não pode ser expulso. Ponto de vista que deve ser revisto, para não haver suporte à crimes premeditados.

O crime do trem pagador, foi premeditado, planejado e quase "perfeito." Pra começar a gangue roubou um caminhão do exercito. E com mais dois jeeps Land Rover, escondeu-se numa fazenda. Em seguida percorreram toda a ferrovia, modificando a sinalização. Em Ligton Buzzard cobriram o sinal verde e acenderam o amarelo usando uma bateria. Isso apontava que o trem teria que parar na próxima estação. Em Sears Crossing, local do roubo. Fizeram a mesma coisa com os sinais. Dessa vez acendendo o vermelho com outra bateria. Cortaram a linha telefônica, e o lider do bando foi para cima de um morro para avisar via walkie-talkie, a aproximação do comboio.

Eram 3 horas e meia da manhã quando o trem parou. Os bandidos invadiram-no e meteram uma paulada na cabeça do maquinista. Renderam os funcionários do correio com os malotes. Enquanto isso, um dos bandidos destravava a locomotiva com três vagões, obrigando o maquinista levar o trem até Bridero onde a outra parte da gangue esperava com os veículos. Descarregaram 12o sacos de dinheiro em ritmo de formiguinhas, e foram para o esconderijo. Lá brincaram, beberam e jogaram cartas sem preocupação com as pegadas.

Ao sairem deixaram nas cartas suas impressões digitais e a Scotland Yard matou a jogada. Ronald Biggs não poderia ser extraditado ou expulso, mas sem documentos não poderia trabalhar legalmente no Brasil. Mesmo assim não faltava nos pontos turísticos do Rio de Janeiro, camisetas e canecas com sua foto estampada. Alguns turistas pagavam até 70 dólares, para almoçar e posar para fotografias com o ladrão mais famoso do mundo.

Em 2001 o assaltante resolveu se entregar às autoridades britânicas. A volta de Biggs foi intermediada pelo jornal The Sun, que pagou as despesas com o frete de um jatinho, além de cachê de 44 mil libras pagas ao filho Michael, em troca da exclusividade da estória.

Ao desembarcar na Grã-Bretanha, Biggs foi preso, e permanece até hoje na penitenciária de Norwich. No início deste mês (Fevereiro), Ronald Biggs passou três dias hospitalizado vítima de uma pneumonia. Segundo o filho Mike, o pai está com a saúde debilitada e não fala mais ao telefone. O Jornal The Guardian, informou que o conselho de setença, que determina a condicional de um preso, se reunirá no próximo dia 3 de Julho, quando provavelmente Biggs será posto em liberdde. Faltando um mês e cinco dias para o ladrão completar 80 anos de vida e 46 de seu crime.

Em 1992 Ronald Biggs foi contratado para fazer uma publicidade de uma empresa de segurança no Paraná. No final da mensagem, falava um português com sotaque inglês insuperável: "Eu preciso de segurança, afinal já estou rico mesmo!"

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Olha que indicação maneira!


Este blog recebeu carinhosamente a indicação deste selo pelo irmão Marcos Vasconcelos, autor do blog Evangelho sem mistura. Agradeço pela indicação do irmão!.
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As regras:
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1. Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que você acabou de ganhar!
2. Poste o link do blog que te indicou.
3. Indique 10 blogs de sua preferência.
4. Avise seus indicados.
5. Publique as regras.
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7. Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com, juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.

Blogs que indico

domingo, fevereiro 22, 2009

Abolição: Uma Conquista Protestante - parte 7

Capítulo Final.

A abolição da escravatura não mudou de imediato, a vida dos quase um milhão e meio de escravos no Brasil. Não foi com um estalar de dedos da princesa regente, ou no afogar da pena no tinteiro para assinar aquele papel com o brasão do império, que aqueles brasileiros passaram a viver em um paraíso.

No Brasil de negros livres, as fórmulas sociais e étnicas as quais formaram a nossa população, aconteceram a longo prazo. Muitos dos agora trabalhadores mantinham um relacionamento afetuoso com a familia dos patrões e preferiram se manter nas fazendas, livres dos castigos corporais, a troco de pão e circo. Passaram a ser chamados os "criados e criadas"

Outros que mantinham somente uma relação de trabalho, foram postos fora da fazenda, diante da obrigação imposta pela autoridades de pagamento dos trabalhos executados. Nem todos puderam ser uma Chica da Silva. Para estes, largados à própria sorte, sem estrura familiar, sobrou-lhes a mendicância.

Vale a pena repetir que os livros de história também não contam con detalhes, pelo menos até ao ensino médio, o desfecho da luta pela abolição. Na sessão do dia 08 de maio de 1888, da Câmara dos Deputados, uma Terça-feira, o ministro da agricultura do império, Sr. Rodrigo Silva, leu o projeto de lei de autoria do governo, no plenário em nome do Imperador D. Pedro II. Era muito suscinto. Havia dois artigos.

Art.1º - É declarada extinta a escravidão no Brasil.
Art.2º - Revogam-se as disposições em contrário. em nenhum de seus parágrafos a lei previa qualquer indenização, aos donos de escravos.

No dia 13 de maio de 1888 num belíssimo dia de domingo, a princesa Isabel, regente do império brasileiro, sancionou a lei 3.353, que ficou conhecida simplesmente como a Lei Áurea, dando liberdade a todos os escravos no Brasil. Assim como nossos irmãos protestantes da Inglaterra, Canadá e Estados Unidos, influenciaram e incentivaram os missionários estrangeiros no Brasil, a lutarem pela abolição, quando essa se concretizou em nosso país, houve grande repercussão no mundo. Em 1894, a Coréia abria as portas da liberdade para seus escravos. Seguidos por China em 1910 e Nepal em 1921, Irã em 1928, África e Etiópia em 1943, Qatar e Yemem em 1962; Emirados Árabes 1963, Oman 1970 e Mauritânia 1980.

É evidente que o trabalho escravo ainda existe em todo o mundo. Também no Brasil essa falta de vergonha, de amor ao próximo e temor (respeito) a Deus, ainda acontece. Quem não ama, também não respeita.

O apóstolo Paulo disse que cada trabalhador tem direito a receber conforme o seu trabalho. I. Co 3.8.

Diante do pouco que vimos nesta série, Abolição: Uma conquista protestante, concluímos que muitos fatos desse câncer chamado escravatura, ainda estão debaixo do tapete ou detrás dos panos como diria minha avó. Concluímos também que esta história precisa ser reescrita. Se fizessem isto, com absoluta certeza, apareceriam aqueles como Wilberforce, que derrotado oito vezes consecutivas no parlamento, imaginava-se impotente, mas, a Palavra de Deus dizia-lhes aos ouvidos: "diga o fraco eu sou forte" (Os 2.10). E Deus o fez vencedor!

No início de 2007, a revista Veja publicou uma matéria sobre o cientista americano Francis Collins, diretor do projeto Genoma. Na entrevista, Collins rebateu aos cientistas ateus, por terem dito que a fé faz mais mal ao mundo que bem. Francis Collins jogou-lhes na cara a memória de Wilberforce, que pela força da Fé Cristã, mudou o mundo para melhor.

Mais uma vez temos que abrir o diário de Willberforce, e mostrar mais esta pérola: "Devo confessar que minhas e próprias esperanças pelo bem-estar do meu país não dependem de seus navios e exércitos; nem da sabedoria de seus governantes, ou ainda do espírito de seu povo, mas sim da capacidade de persuasão de todos aqueles que amam e obedecem ao Evangelho de Cristo".

Nós os protestantes, crentes e evangélicos, não idolatramos ninguém. A idolatria é pecado. A Biblia diz que é como o pecado de feitiçaria. Mas, cabe aqui dizermos: Aonde estavas tu Gandhi?

Agora não nos basta cantar somente Amazing Grace, o hino estandarte na luta pela abolição. Em homenagen aos nossos irmãos, devemos também cantar: Vale a pena ser Crente! Amém?

Maranata! ora vem Senhor Jesus.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Abolição: Uma Conquista Protestante - parte 6













Capítulo 6


Estamos comentando a escravidão e, consequentemente, a sua abolição, em um contexto internacional. No entanto, reservamos os ultimos capítulos desta série, para refletirmos sobre a parcela brasileira nessa história. No Brasil, a escravidão começou no ano de 1526 e terminou legalmente, em 1888. Foram 362 anos de uma história negra.

Em parte seria compreensível que os literatos, cronistas e historiadores omitissem pequenos episódios dessa história. Digamos, por esquecimento. Até por quê são quase quatro séculos. Para a maioria deles, não interessa resaltar que os protestantes, movidos pelo amor de Deus, o qual anunciavam, foi quem iniciaram esta luta, levando-a até ao fim. Todos arriscando as suas próprias vidas! Tais historiadores, encurtam a trajetória dos fatos, para digamos, não serem taxados de proselitistas. Atribuem a luta abolicionista, aos Iluministas e filósofos; porque o Iluminismo coincidiu no tempo, com a missão anti-escravista de John Newton e William Wilberforce.

O problema vai além da omissão. Isto é usurpação. É atribuir a outrem a honra alheia. Para os milhões de infelizes escravos espalhados pelo mundo, o século das luzes (como foi chamado o século XVIII por esses historiadores), foi o período mais negro de suas vidas. Os cronistas até hoje baseiam-se em pequenas frases de fisiocratas, filósofos europeus tais como Adam Smith, Montesquieu e Rousseau, fazendo pequenas inserções contra a escravidão. No entanto nunca houve por parte destes, uma luta mais efetiva.

Um outro francês, o cientista Condorcet, declarou: "Poucos filósofos atreveram-se a soltar um grito contra a escravidão." O próprio Condorcet esqueceu de acrescentar que esses poucos gritos foram tão baixos, e sem repercussão. E que muitos destes discursos baixinhos, eram seguidos de comentários como, "A escravidão é um erro, mas, nada podemos fazer." Ou, "O ideal é que não houvesse, mas, a economia precisa".

Nenhum desses homens bons de papo, abastecidos de velhos vinhos, cientistas da imaginação, procurou refletir mais profundamente sobre o sofrimento daqueles seres humanos. Os quais, na roça, eram máquinas agrículas, na senzala, "machos e fêmeas", eram máquinas sexuais na fabricação de mais negrinhos, aspecto que cresceu muito, entre a proibição do tráfico e a abolição (1850-1888). Quanto mais "bacuris", mais escravos com menos riscos, mais mão-de-obra barata e mais lucros. Na intimidade da casa grande, as negrinhas adolescentes , eram obrigadas a iniciar os pálidos sinhôzinhos sexualmente.

Na estrutura da sociedade escravista, não se admitia maricas ou donzelões. Os patrões abusavam das escravas adultas, a seu bel prazer (As patroas eram somente para gerar os herdeiros), ignorando se as mesmas mantinham alguma relação afetiva com um companheiro. Quando as sinhás percebiam, quebravam os dentes das coitadas com o salto do sapato. Desses conluios saíam mulatos e mulatas formosos por causa da miscigenação. Os quais eram negociados mais caro. Muitos deles eram atraidos pelas sinhazinhas, quando revoltadas com o desprezo do marido ou pela carência.

Os livros de história não contam esses detalhes. Os protestantes na luta contra a escravatura e suas atrocidades, não ficaram somente em palavras ou discursos atenuados pela covardia. Desde o inicio do século XVIII, como já vimos, tiveram uma reação mais concreta. Em 1768 os irmãos quacres ( Londres), enviaram uma solicitação abolicionista ao parlamento inglês. Que foi rejeitada. Daí John Wesley marcou serrado com seus discursos. Em 1774, Wilberfoce aceitou a Jesus, e reforçou o time dos "santinhos." Esse ultimo foi criador também da British and Foreign Bible Society (Sociedade Biblica), em 1804, e da Church Missionary Society, em 1799.

Segundo Robin Furneaux, escritor francês (1936-1985), a mensagem de Wilberforce era de que não bastava professar o cristianismo, levar uma vida decente, e ir à igreja aos domingos, já que o cristianismo atravessa cada aspecto, cada canto da vida cristã. A sua abordagem do cristianismo era essencialmente "prática". Wilberforce foi o instrumento de Deus para abrir as portas da India para a evangelização. Quando o missionário William Carey, precisou de ajuda missionária, por iniciativa de Wilberfore foi aprovado no parlamento inglês, um projeto desse político e servo de Deus, que abria todos os territórios do império britânico aos missionários. O documento é conhecido com o nome de "A ata da India", pelos cristãos evangélicos.

O famoso primeiro-ministro britânico do século XX, Wiston Churchill declarou: Não há na historia muitas pessoas que tenham contribuido tanto para o bem da sociedade, como William Wilberforce. Churchill referia-se sempre a ele, como "A consciência da nação".

No capítulo final, você saberá como e porque a princesa Isabel assinou a lei da abolição no Brasil.

Até lá.