domingo, dezembro 06, 2009

O trem da nova vida!

Como se fosse um grande trem lotado, assim é a vida no mundo. São muitos os seus passageiros. Há quem não chegou a embarcar. Não conseguiu ou não o deixaram ao menos vê-lo. Outros que embarcaram mas, desceram nas primeiras paradas. Mal deu para observar a paisagem pela janela. Esticar os braços e colherem algum fruto pelo caminho. Ainda há outros que fazem grande parte do itinerário.

Tornaram-se conhecidos e até famosos. Fizeram grandes amizades, que parecem ser a extensão da própria existência. Influenciaram outros passageiros com sua maneira de ser no dia-a-dia. Modificaram a paisagem com boas obras, embelezaram o caminho dos demais com um sorriso sempre alerta!

Embora cansados, maltratados, estressados pelos solavancos da viagem da vida, não demonstraram fadiga, servindo de estímulo aos novos passageiros. De repente o trem modifica sua marcha. O Maquinista avisa àquele passageiro descontraído, que ele descerá na próxima estação. Há quem reclame ou insulte ao condutor, mesmo assim, não há como continuar, chegou particularmente sua parada final. O percurso acabou pra ele. Por mais rico que seja, não pode pagar para continuar. Aquela passagem foi uma cortesia. "Pois Ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração e todas as coisas"(At 17.25 parte b).

E o grande trem azul-prateado continua. Como no início, sempre está embarcando e desembarcando gente. Grandes e pequenos, deixando um vazio tão grande, deixando uma sensação que aquele passageiro ocupava dez poltronas. Vazio que se torna em saudade, ausência do companheirismo, da troca de informações, dos conselhos, do apoio diário, da cumplicidade.

Os remanescentes da locomotiva, não sabem quando vão parar. Todos ganharam uma passagem por tempo ilimitado. Somente o condutor sabe aonde e quando ficarão. Em toda a tragetória o Maquinista fala, adverte, chama a atenção dos perigrinos para escolherem o tipo do próximo trem que certamente embarcarão depois da ultima parada de cada um, no trem comum. Fala que por mais belo que seja o azul-prateado daqui, não é para se comparar com o expresso do por vir.

O trem daqui é transitório, mesmo usando um combustível precioso como o oxigénio, acaba. O trem da nova viagem é eterno! É mais que prateado, é de cristal. Seu trilhos são de ouro com dormentes de prata. Foi adquirido por um preço indescritível. Não com esses metais preciosos, mas com o sangue daquele que o conduz.

Reservemos pois a nossa passagem neste trem, antes da nossa ultima parada aqui. Se descermos do trem que viajamos, antes dos companheiros, dormiremos tranquilos e despertaremos com o apito para a nova tragetória. "...os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras"( I Ts 4. 16ª e 17-18).

Será o maior ajuntamento, numa grande estação, quando embarcaremos no TREM DA NOVA VIDA.

domingo, novembro 22, 2009

O Big-bang de Deus.

Ao criar a terra e os céus(Gn.1.1) Deus faz do homem o ápice de sua criação. Dar a este ser, atributos que não deu a nenhum outro, a razão. Consequentimente o poder de administrar o que foi criado. A Teologia denomina isso de "mandato cultural". Não obstante, o homem não se satisfêz com tamanha honra. Ele quis mais, e impulsionado pelo inimigo do Criador, desejou saber mais, conhecer os extremos, o bem e o mal.

A ciência foi citada pela primeira vez, ainda no Jardim. De lá pra cá, ela busca constantemente justificar por outros meios as ações do Criador. Começando pelo momento da criação do próprio mundo, assevera que, no início era somente um pequeno ponto no firmamento, do tamanho da cabeça de um alfinete, que foi crescendo, aumentando sua massa e aí o Big-bang! Convenhamos que, realmente isso tenha acontecido, mas, quem fez a cabeça do alfinete? Quem o fez crescer até explodir?

No prncípio a Terra ea sem forma e vazia(Gn 1.2). Uma massa implodida tem forma?
O ser humano depois do pecado, sempre quis ser auto-suficiente, rebelde porque o pecado antes de tudo é rebeldia. Contudo, Deus não retirou o encargo administrativo dado ao homem. No entanto, o ser humano agiu sempre conforme os seus interesses, fora do plano divino. O exercício do mandato cultural, tem sido desastroso. O homem tornou-se um péssimo administrador. Promovendo conflitos e agredindo ao meio ambiente.

Todo o problema, é porque, Deus, não concedeu o poder de admistrar a criação, para ímpios devastadores. No Antigo Testamento, foi elaboradas leis, havia cultos perfeitos, ética e ordem social. Na atualidade, as Igrejas têem a missão de preparar os crentes para serem administradores de tudo que foi criado, como Ele planejou. Deus criou seus filhos para as boas obras(Ef.2.10). Não futuramente, no além, mais aqui e agora! Ele quer promover pela sua palavra, através de sua Igreja, os valores do seu Reino: Justiça paz e liberdade. Para isto precisamos resplandecer como astros no mundo, com o propósito do Pai ser glorificado(Mt 5.16).

A Tv, o Rádio, os Jornais, a Internet, a Ciência, a Política e os esportes, poderão ser usados como nosso "velador". O que acontece nesses meios, tem grande repercusão. Se não usufruimos deles amplamente, isso é fruto de leituras e interpretações equivocadas da Bíblia. Somos cristãos brasileiros! Temos o dever de conhecer e influenciar a cultura, a política e a administração de nosso país, com uma participação responsável.

Devemos levar às escolas, aos partidos políticos e às organizações não governamentais, o conceito de mordomos traçado por Deus. Através das Escrituras, assim como campanhas cívicas, ecológicas, filantrópicas, bem com ideais de segurança, essa ultimo, o primeiro quesito numa escala de um a dez do povo brasileiro.

Esse mundo malígno atual, não é criação de Deus. É obra daqueles que negam os ideais da criação divina, cujas práticas devemos combatê-las como filhos que somos daquEle que amou o mundo e deu a vida por ele. Temos o dever pelo "examinar" as Escrituras, de separar costumes antigos de princípios eternos. Devemos ser normais, integrados à vida do nosso país. Isolamento, esquisitice, anacronismos, não são testemunhos, mas sua negação. Somos adoradores do Deus eterno, que criou um mundo de muitas cores, dando-lhe forma, muitos movimentos, lícitos prazeres, em fim, a vida!

Como cristãos temos um gosto nacional, e a nossa nação terá um sabor eclesial, quando assumirmos uma participação efetiva na vida brasileira. Façamos a diferença, isto já estava previsto no Big-bang de Deus.

quarta-feira, julho 22, 2009

1964: Uma Revolução de Paz!

Homenagem ao irmão João dos Santos.

No início deste ano, fiz uma homenagem à irmã Zeza, por ocasião dos seus 80 anos. Este mês faço uma honraria a João Antonio dos Santos.

Para os irmãos da igreja, irmão João dos Santos, para os velhos amigos, seu João Clarindo, para irmã Zeza, simplesmente o "João". Para mim, um cidadão inteligente, um intelectual no seu tempo, criterioso e legalista. Assim era meu pai.

Irmão João dos Santos, nasceu no dia 24 de Maio de 1.917, no município de Barras - PI, hoje com uma população de 43 mil habitantes, e a 126 Km ao norte de Teresina, a capital do Estado do Pi
auí. Casou-se a primeira vez aos 17 anos e enviuvou aos 35, casando-se pela segunda vez com a jovem Maria de Jesus Coelho Santos - a irmã Zeza. Nasceu no periodo da primeira grande Guerra mundial, mas gostava de pregar o Evangelho da paz! Nunca quis ser responsável por uma igreja, embora tenha iniciado várias delas.

Era um homem bem informado na sua época. Acompanhava o noticiário internacional pela BBC de Londres; em um rádio "jaboti" ainda a base de velas, daqueles que agente ligava e esperava esquentar. Assim acompanhou todo desdobramento da segunda grande Guerra Mundial. Isso o levou a alistar-se para o combate, nos campos da Itália, mas, antes de embarcar para o Rio de Janeiro e atravessar o Atlântico num daqueles bimotores da FAB e juntar-se a FEB-Força Expedicionária Brasileira, ouviu pelo seu "jaboti", que havia amanhecido o dia "D". (06 de Junho de 1944, quando deu-se a maior operação militar-aeronaval da história.

Naquele dia, 155 mil homens, dos exércitos dos EUA, Inglaterra e Canadá; lançaram-se nas práias da Normandia, região da França, dando início a libertação européia do domínio nazista).

Em seu tempo de vigor era um lutador. Criou boa parte dos filhos, como empresário do ramo da panificação. Acordava todos os dias as duas da manhã para comandar os padeiros no "levantar da massa" - processo de fermentação. Compensava um pouco o sono, depois do almoço, proibindo a meninada de fazer "zuada" ( barulho).

Seu João Clarindo, mudou-se para Teresina em 30 de Abril de 1961, vindo de União-PI, onde morou muitos anos. Tentou o mesmo empreendimento, não conseguiu êxito. Foi funcionário público estadual, depois municipal, chefe da extinta Suop - Superitendência de obras pública, no governo de Petrônio Portella, na Prefeitura Muncipal de Teresina.

Dono de uma caligrafia impecável e um conhecimento gramatical espetacular, virtudes supervalorizadas antes da era do microcomputador. Foi ainda escrevente de um cartório de registro civil em Teresina.

Em 1964, estourou a Revolução Militar, no raiar do dia 31 de Março, que levou o Brasil a uma ditadura, até 15 de Janeiro de 1985! Temeroso por si, pois era também sindicalista do seu velho ramo da panificação, e por seus amigos, como o irmão Francisco do Carmo e Raimundo Cruz, sincalistas da construção civil, já perseguidos pelos homens do Dops - Departamento de Ordem Pública e Social; o mais temível orgão repressor do famigerado golpe militar.

Neste mesmo ano, nas férias escolares das crianças, irmão João dos Santos e irmã Zeza, começaram uma Revolução diferente em Teresina, a qual modificaria a paisagem da cidade. Saíam a pé, da rua 1º de Maio no bairro marquês, onde morávamos, para um lugarejo, de uma meia dúzia de casebres, próximo a uma casa grande, estilo
senzala, numa clareira em frente ao portão do fomento agrícola de Teresina. O povo chamava esse lugar de Bonrusário. Mas tarde ficamos sabendo o nome correto: Buenos Aires. Não havia urbanização. A única via de acesso era uma estradinha de 2,5m de largura, esburacada, cheia de pedregulhos e erosão. Aqui e acolá, encontrávamos um Jeep-Willis, do dono da água mineral- o velho Aragão, apelidado pelo meu irmão Nel's Nelson, de 'dez mi-réis'. por causa da sua avareza.

Era preciso ter coragem, a estrada, que hoje deu o lugar à grande avenida Duque de Caxias, cortava uma floresta de mata virgem, na qual muitas vezes presenciavamos atravessar onças, guaxinins, raposas e cobras. Às vezes também, cotias, as quais eram perseguidas pelos meus irmãos mais velhos, sem sucesso.

O primeiro culto, foi dirigido no dia 15 de agosto desse ano, na casa de pau-a-pique, recém construída, do irmão Zé Celer, numa vereda, hoje rua Santo Antonio. Os cultos eram dirigidos sob muitas ameaças. Os moradores nos rodeavam com varapaus, cacetetes de jucás, facões e quando menos, jogavam pedras, vindas do meio do mato. Por várias vezes irmão João, interrompia a mensagem, para citar a Constituição Federal, que nos garantia a liberdade de culto. É precisso dizer que Jesus começou a salvar pelos valentões e o primeiro foi o saudoso irmão Anísio. Um de seus filhos , criança à época, hoje congrega no Dirceu I. A partir de então, muitos apedrejadores foram transformados em apedrejados por amor ao nome de Jesus! Alguns hoje em dia são diáconos, presbíteros e pastores.

O Senhor pisou a cabeça da Serpente, tomou a chave do abismo que estava posto, abriu a porta da Graça, e a porta que Ele abre, ninguém pode fechar!(Ap 3.7-8).

A paisagem mudou! Hoje em todos os bairros da zona norte de Teresina, em suas principais ruas, há um templo da Assembléia de Deus - missões e várias outras denominações.

João Clarindo, viveu em um mundo ainda muito simples. Não havia microcomputador, internet e não falou pelo celular. Ainda conversávamos na ca
lçada, e nossas janelas eram livres (sem grades) onde nos debruçávamos, olhando e sentindo o cheiro da chuva.

João dos Santos foi pai de 21 filhos, em dois matrimônios ,todos vivos. Sou o 4º do segundo casamento.

Deus o chamou em 18 de Julho de 1979. São 30 anos sem o irmão João dos Santos, sem Seu João Clarindo.

São 30 anos de esperança naquilo que diz o Apóstolo que ele mais gostava de citar... "nos encontraremos com
o Senhor nos ares, e aí estaremos para sempre com o Senhor. Consolái-vos uns aos outros com estas palavras. (I Ts 4.13-18)

segunda-feira, junho 15, 2009

Dízimos: Deus é o Juiz!

Pelo fato de ser um simples contribuinte, sem ter participação nos dízimos, sinto-me à vontade para falar ou escrever sobre o tema. E como teólogo, sinto-me também na obrigação de repassar os conhecimentos que Deus tem me dado.

A desenvoltura como contribuinte, é porque muitas pessoas e especificamente aquelas que não contribuem pensam que todo obreiro que ensina sobre o dízimo, esta legislando em causa própria. E quando pensam ou falam dessa maneira, erram não somente pelo fato de não devolver o dízimo, mas também por desfazer da palavra de Deus. Será que o dízimo é só para pagar o salário de obreiros? Nesta postagem pretendo dar subsidio ao meu filho Nilson Junior, um dizimista, mas, muito combatido.

O dízimo é devolvido pelos vencedores. Pelos que vencem a si mesmo, vencem a avaresa e a incredulidade. Foi instituido por Deus para manter a sua igreja aqui na terra. Onisciente, Ele previu que os poderes publicos alegariam um estado laico e não ajudariam em nada a Igreja. Deus criou o dízimo para sustentação do seu reino aqui na terra. Assim como uma nação é sustentada com os impostos. Em Malaquias 3.10 esta escrito: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, diz o Senhor dos exércitos...". em outras palavras: para que minha casa se mantenha. Pague as contas de água, luz, telefone; compre bancos ou cadeiras, e, até o pão e o vinho para a ministração da Santa Ceia.

Dízimo é um mandamento. Veja que o verbo está no imperativo: "Trazei" isso é uma ordem. Muitas pessoas querem fazer do dízimo moeda de troca e tentam barganhar. em Gn 28.17, Jacó mesmo tendo estado defronte a escada do céu, e reconhecido que aquele lugar não era outro se não a casa de Deus, ainda não pagava os dízimos. Disse ele: "Se me deres roupa para vestir, comida pra comer e me livrar da violência, de tudo pagarei o dízimo".

O dízimo, não era de Jacó. Como uma pessoa poderá negociar com Deus o que já é dele? Nós os Jacós, devemos devolver o dízimo, mesmo que sofressemos fome, nudez e fôssemos assaltados ou espancados.

Pessoas há que vivem gastando seu dinheiro dissolutamente longe do lar paternal e pensam que pagando o dízimo, manterão seus empregos, assegurarão a comida para comer e a roupa para vestir e viverão em paz. Contribuem como se Deus fosse um deus pagão que o adorador podesse aplacar sua ira com algum sacrificio.

Os farizeus davam o dízimo do endro, da hortelã, e do cominho, e achavam que poderiam enganar a Deus, e continuar com suas práticas hipócritas. O mestre, ratificou o dever deles pagarem o dízimo, mas não esquecer o mais importante que é a misericórdia a fé e a justiça.Quando Ele disse "deveis", já no Novo Testamento, pelo qual somos agora governados biblicamente, está ratificando a importancia do dízimo para a vida espiritual. Em Mt 9.13 Jesus ensina: "...misericórdia quero, e não sacrificios". Esses contribuem para si próprio, porque Deus não aceita sacrifícios de tolos.

Outros, procuram argumentos na própria Bíblia para não devolver o dízimo. Dizem eles que isto é um mandamento do Velho Testamento.

Argumento que cái por terra, quando lembramos que a Nova Aliança, veio ratificar a velha. Jesus disse que não veio para anular os mandamentos, mas, para cumpri-los. E foi o único que os cumpriu integralmente. Se o filho de Deus não anulou o Velho Testamento, quem somos nós para fazer isto? A igreja do Senhor precisa do dízimo aqui na terra, como o país precisa do Imposto de Renda para se manter. Se em você restou agora só a suposição ou até mesmo uma constatação de que o dízimo é mal administrado, lembre-se Deus é o Juiz.

domingo, abril 19, 2009

Jesus: O psicólogo onisciente!

Os profissionais da psicologia, afirmam que a depressão é uma doença que deve ser tratada como outra qualquer. Que jamais se deve motivar um deprimido com palavras como: Reaja, ou: você não pode se entregar assim; ou ainda: levante a cabeça! Dizem que o mais correto seria ser solidário e comungar com os sentimentos do deprimido. Dizem ainda, que a medicina conhece os sintomas, a causa, sabe tratar mas, somente o deprimido sabe o que sente. A medicina não sabe o que se passa no íntimo, abstrato do ser humano.

Um dia desses ouvi de um conceituado médico:" Há coisas que a medicina não sabe explicar!"

Existem mil e uma razões por quê uma pessoa poderá sentir-se deprimida. Nem os crentes estão incólumes a isto; afinal, são humanos. Não obstante, o cristão deve analisar com mais atenção a real condição daquele que é ou está deprimido. Esta análise deve ser feita biologicamente e espiritualmente. Deve se saber o que está acontecendo com a pessoa. Se realmente é uma depressão, estresse ou uma simples tristeza.

E o que é depressão? É a palavra mais usada na sociedade, em que o individuo define seu estado emocional e/ou espiritual. É comum ouvirmos: "Hoje estou pra baixo" e as vezes: "estou de baixo astral". Isto é normal no dia-a-dia. Então, qual é a diferença entre depressão, estresse e tristeza? Depressão se patológica, é uma doença como outra qualquer, que necessita de cuidados. Estresse é o acúmulo de cargas psicológicas, que desaparece à medida que diminui a fadiga. A tristeza é passageira, à medida que for substituida pela felicidade.

Os profissionais da área, usam uma simbologia simples para explicar melhor essa diferença, usando a metereorologia, fazendo um paralelo entre o clima e o tempo. O clima de uma região demonstra como ela é ao longo dos anos ou séculos. O tempo é a variação desse clima. Mesmo com esta belíssima comparação, não sabe o que passa com o acometido pela depressão, porque ela é puro sentimento!

Quais são os sintomas da depressão? Sensação de fracasso, lentidão física e mental, variação no apetite, alteração do sono, concentração dificultada por variação de pensamentos; falta de nergia e de interesse, são sintomas da depressão patológica. Então há outro tipo de depressão? Sim, com absoluta certeza. E, como a identificamos? Dissemos no início que a medicina conhece os sintomas,
causas e sabe tratar.

A depressão não patológica é aquela em que não há origem da causa, não há razão de existir. Um exemplo corriqueiro dessa depressão, é quando o individuo acorda deprimido, geralmente pela manhã. Então questiona a si mesmo o porquê de estar assim, fazendo uma auto-análise: "Não estou doente, nem alguém da familia, ou amigos, no trabalho está tudo bem, a despensa e geladeira estão abastecidas, a consciência não me condena, e o que está acontecendo comigo? Vai ao médico e , mesmo sem uma causa evidente, ele receita anti-depressivos de 0,5 mg. Quando o remédio acaba, você volta outra vez ao consultório e sai de lá com mais uma receita de psicotrópicos, agora de 1,0 mg. Você ainda questiona: Mas, doutor, não há razão para esta depressão existir. Vais ouvir aquela sonora resposta: "Há coisas que a medicina não sabe explicar" . Se você continuar com a medicação, vai terminar sendo hóspede do hospital psiquiátrico mais próximo.

O advento de Jesus, o seu ministério, a sua morte na cruz, são etapas do projeto de Deus-Pai, para a salvação do homem. Nestas três etapas o diabo colocou obstáculos para desarticular o projeto divino. Logo que Jesus nasceu, ele quis matá-lo através de Herodes. Ao iniciar o seu ministério, foi tentado pela exaltação: mostrar que era filho de Deus. Depois, tentado a tentar o próprio Pai e, por fim, trocar sua condição de adorado, pela a de adorador. Em todas essas investidas Jesus resistiu com a palavra de Deus, (Mt 4.1-11). Mas o diabo não desistiu. Um certo dia, quando o mestre dizia aos seus discípulos que haveria de ser entregue nas mãos de malfeitores, ser preso e crucificado, o inimigo mais uma vez pensou em interromper sua missão, e usou até mesmo um de seus seguidores, que, chamando-o em particular, disse palavras de desânimo, de desencorajamento, em tom de repreensão (querendo mostrar autoridade): " Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isto". (Mt 16.22) Jesus, o Psicólogo onisciente, não somente sabe os sintomas e a causa, mas sabe a origem da causa. Sabia de onde vinham aquelas palavras depreciativas e disse: " Para trás de mim satanás...".

A depressão patológica tem motivo aparente, é consequência de eventos desagradáveis. A depressão sem causa é de origem demoníaca.

Satanás procurou desencorajar a Jesus e impedi-lo de chegar ao gólgota. O diabo entrava em pânico só de pensar em Jesus, de braços abertos pela cruz, ao pronunciar: "Pai, em tuas mãos, entrego o meu Espírito". Jamais o inimigo de Jesus, queria ouvir o brado que selou a conclusão do projeto de salvação: "Pai, está tudo consumado!". Lúcifer já tremia de medo, em saber que seria esmagada a sua cabeça e que perderia a chave do abismo. Já sentia-se terrivelmente deprimido em ver que Jesus continuou firme até a morte; vencendo-a ao ser ressuscitado pelo Pai, quando um brado maior encheu de esperança a humanidade! "Todo poder me é dado nos céus e na terra". Não sobrou poder para o inimigo. Afirmar que encorajar um deprimido é errado, é mensagem diabólica, ou, no minimo, de quem "só compreende as coisas que são dos homens" (Mt 16.23b).

Deus conhece a estrutura humana, e fez de seu filho vencedor, contrariando todos esses argumentos. Desde o princípio Ele quer dar alívio ao angustiado. (Dt 4.30). Basta que O invoquemos (Sl 50.15). O salmista fez isto, e foi ouvido ( Sl 120.1) É importante sim, para o afetado pela depressão, fazer da fraquesa a força (Pv 24.10). Porque Deus nos ama, e Ele quer nos fazer vencedores.
"Em todas estas coisas, somos mais que vencedores por aquele que nos amou" ( Rm 8.37).

quinta-feira, março 19, 2009

Toda imprudência será castigada.

Alguns dias atrás li nos jornais que um senador, fez duras críticas ao seu próprio partido. Parte da imprensa considerou um desabafo, outra, um puxão de orelhas, chamando a atenção de seus pares para o estado, segundo ele, em que se encontra a agremiação.

A reação de seus correligionários veio de todos os lados. Alguns acusaram-lhe de anti-ético e outras coisas mais. Outros até concordaram com suas palavras mas, acharam que ele lavou roupa suja em público; levando em consideração o ditado popular. Fazendo uma leitura mais profunda disto, lembrei-me das palavras de Jesus: "Os filhos das trevas são mais prudentes em suas gerações, que os filhos da luz" (Lc 16.18).

A prudência, segundo o dicionarista Aurélio Buarque, é:
1. a qualidade de quem age com comedimento, buscando evitar tudo que julga fonte de erro ou dano.
2. Cautela, precaução.

Na verdade, toda instituição humana tem defeitos e, por isso, problemas; afinal são feitas por seres humanos. No entanto, mesmo admitindo seus erros, ninguém gosta de ver suas entranhas expostas. Nós os evangélicos, não estamos incólumes aos erros. O próprio Senhor Jesus admitiu isso, a partir daqueles que já o seguiam quando orou ao pai celeste dizendo: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal". (Jo 17.15). No versículo seguinte, Ele nos incluiu ao dizer: "Eu não peço somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim".

Sendo assim, somos propícios a erros e, por esta razão, jamais poderemos fazer o papel daquele fariseu que subiu ao templo e, ao lado de um publicano, orava em pé dizendo: "Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou o dízimo de tudo o quanto possuo". (Lc 18.10-12).

Infelizmente esse pensamento ainda permeia a cabeça de muitos cristãos. Se não fora verdade, isso não estaria nas páginas da Biblia, para exemplo e nos redarguir. O problema é que esses cristãos não aplicam a Palavra de Deus às suas vidas, talvez a do vizinho de banco ou a um companheiro de ministério. Niguém é crente 105%, quem assim se julgar descerá sem a justificação. E olhe que o farizeu desceu literalmente pra casa, mas num sentido mais amplo poder-se-ía descer ao inferno. Estes tais, acreditam não haver mais necessidade da longanimidade de Deus e por isso não clamam mais por sua misesricórdia.

continuando a parábola, Jesus disse que o publicano, nem ousava levantar os olhos ao céu. Somente batia no peito e dizia: " Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador". (Lc 18.13). Em seguida o mestre acrescentou: "que este desceu justificado, e não aquele".

Nós por mais coerentes que sejamos não podemos atirar pedras no nosso irmão. Principalmente quando as tais são arremeçadas pelos meios de comunicação como o rádio, a Tv e Internet. Se hoje temos segurança de nossos passos, devemos também lembrar que ainda não ganhamos corpo incorruptível, e corremos o risco de ter que nos defender dessas mesma pedras.

Se os homens que militam em instituições comuns, repudiam tais atos por uma simples questão de ética, como devemos fazer em se tratando do sagrado? Pessoas há, que por haverem alcançado fama, idade avançada, ou longos anos de "experiencia" ministerial, acham que podem falar "tudo" no pulpito ou até mesmo na grande mídia. E como fica aqueles que precisam ouvir ou ler uma palavra de esperança, se de quem a esperamos se mostra desesperado?

Se assim procedermos receberemos repúdio não somente daqueles, mas também do apóstolo Paulo. Ele escreveu aos corintos: "Ousa algun de vós, tendo negócio contra outro, ir a juizo perante aos injustos? (I.Co 6.1). Esse juizo, não significa tão-somente os tribjunais, mas, o julgamento da opinião pública.

Que Deus nos conceda da sua Graça. Que possamos colocar em prática a sua Palavra: "O Senhor te dê tão-somente prudência e entendimento..." (ICr 22.12). " O que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo é mau". (Am 5.22). E com seu evangelho, Jesus ratificou isto, dizendo: " Eis que vos envio ao meio de lobos, portanto, sede prudentes como as serpentes, e simplices como as pombas". (Mt. 10.16).

sábado, março 14, 2009

O Brasil, é um Estado Laico?













A Constituição Imperial de 1824, estabelecia que o catolicismo era a religião oficial do Brasil. Isso durou até l891, quando foi promulgada a primeira constituição republicana brasileira. De lá pra cá, até a ultima, de 05 de Outubro de 1988, todas as cartas magnas do país, preceituam o Brasil como um Estado laico. E o que é isso?

Laico, do latim laicus, segnifica leigo. Ou seja, o pais se manterá leigo em relação aos assuntos religiosos de sua população; não se envolvendo em questões religiosas. O
Artigo 19 da atual constituição, diz o seguinte: É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I. Estabelecer cultos religiosos, Igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhe o funcionamento, manter com elas ou seus representantes, relações de dependencia ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

"Embaraçar-lhe o funcionamento, significa, restringir, dificultar, vedar, limitar a prática psíquica ou material dos religiosos", segundo interpretação de MIRANDA SILVA J., p. 253/254, 2000.

O Brasil é um país democrático, que prega isso para " os quatro cantos da terra". Mas, parece que nós os cristãos, não tomamos consciencia disso, e vivemos como se sempre estivéssemos na iminencia de sofrermos retaliações, ou perseguições. E, por esta razão, não exigimos (mesmo aqueles que tem assento nas casas legislativas), o que é nosso por direito .

E se chegássemos até o ponto de sermos perseguidos, como ficaria então o texto de Atos 5.41? O qual relata que os discípulos "saíram da presença do conselho regozijando-se por terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus".

Um dos maiores embaraços que sinto, é quando tenho que apresentar os irmãos de outras congregações, na nossa igreja, situadas nos inúmeros bairros com nomes idólatras. - Estão conosco os irmãos da congregação do São Francisco, do Santa Sofia, do São Cristovão, do São Joaquim, do São João, da Santa Maria, da irmã Dulce... e se fóssemos citar todos não haveria espaço.

É oportuno lembrar que esses embaraços são café pequeno, diante daqueles impetrados exatamente por quem formulou e aprovou a lei maior do país. Como um país laico tem tantos feriados religiosos? Aparecida, finados, Corpus Christi, sexta-feira da paixão. Para os parlamentares a lista não está completa. Falta o dia de Santo Antonio de Sant'ana Galvão, que se for aprovado na Câmara, o projeto de lei (PL 696/07) já aprovado pelo Senado será comemorado no dia 11 de maio.

Como um país laico gasta uma fortuna para recepcionar um papa. Por que é um chefe de Estado? E quais são os acordos bilaterais que foram assinados? Como se isso não bastasse, mais um embarço está sendo projetado. E nossos "representantes" dormindo no ponto. No momento em que é batido o martelo, eles se espantam, pensando estar na igreja, dizem amém.

Geralmente, nas igrejas evangélicas os rituais dos cultos são parecidos e em muitas são identicos. Começa com oração, louvor, leitura de um texto bíblico, seguido de oração novamente. Em seguida, alguns louvores apresentados por cantores prata da casa ou visitantes, mensagem e apelo; novamente louvor e ofertas, avisos, oração final e bênção apostólica. Isso pode mudar por força de lei.

Os evangélicos serão obrigados a executarem o Hino nacional brasileiro antes de começar os cultos, desde que esse culto, seja associado a um ato patriótico. Por exemplo: a comemoração do dia da indepêndencia do Brasil. O dia alusivo aos estados, um culto em ação de graças pela abolição da escravatura etc.

A proposta é do deputado federal Vital do Rego (PMDB-PB), que encaminhou projeto de lei recebendo o número 4627/09, o qual tornará obrigatória a execução do Hino Nacional brasileiro nas escolas de ensino fundamental e médio, antes de começar as aulas e em outros locais. No projeto, está definido como e quando o hino deverá ser executado. Na abertura de sessões cívicas, início de atividades desportivas, início e encerramento de transmissões de rádio e televisão (hoje somente a televisão estatal faz isso), e em cerimônias religiosas em que se associe um caráter patriótico.

Segundo o autor do projeto, a execução do hino brasileiro, "vai aumentar o conhecimento sobre o mesmo, tanto letra como melodia. E ensinar o povo a amar e preservar os valores patrióticos que ele simboliza para o país." O deputado diz ainda que, o povo brasileiro não sabe cantar o seu hino nacional. O projeto tramita em carater conclusivo na Câmara dos deputados, aguardando a análise das Comissões de Turismo e desportos, de Educação e Cultura; Constituição e Justiça, e Cidadania.

Cá pra nossos botões: Nós os evangélicos até que aprendemos cantar, agora votar... mas, da próxima vez, votaremos nas "pedras". Talvez estas clamarão!

domingo, março 08, 2009

Dia internacional da mulher:














Três razões para não comemorar

O apóstolo Pedro escreveu em sua primeira epístola universal (capítulo 2), que os crentes são um povo adquirido, nação santa, ou separados, em outras versões. E esse "separado" é exatamente aquilo que faz a diferença.

Realmente, se quisermos trilhar dignamente o caminho chamado Jesus (Jo 6.14) temos que ser diferentes. O problema, é que dificilmente aplicamos a palavra de Deus integralmente à nossa vida. Inúmeras passagens biblicas, nos levam a fazer uma reflexão, o quanto somos ou deveríamos ser, diferentes do mundo (povo). E esta contraposição, na forma de viver, para com o mundo agrada a Deus. Inexplicavelmente o pai eterno nos amou. O Senhor chegou a dizer pela boca do profeta Malaquias, que para Ele, somos seu particular tesouro. E por isso é que ele nos poupa. E é aí onde está a diferença! O profeta continua dizendo no versículo seguinte (Ez 3.17-18) ... "vereis outra vez a diferença entre o justo e o impio; entre o que serve a Deus e o que não serve".

Se Deus diz "vereis outra vez", então é porque essa diferença já é visível. A luta dos apologéticos, desde os tempos de Ário, tem sido constante, para que se mantenha essa diferença.

Muitas têm sido as ocasiões em que o inimigo de Deus, tem investido para misturar, para desfazer essa diferença. Às vezes declarada, como a investida do ecumenismo. Outras vezes sutilmente. " (...) com suaves palavras enganam os corações dos símplices" (Rm 16.18). Entre as investidas sutis estãos as comemorações alusivas a isto, ou aquilo no Brasil e no mundo. Muitas delas oriundas de mentes pagãs e/ou malignas. Já há até alguém que se diz evangélico, defendendo que devemos ir ao carnaval, para "ganhar" almas para o reino de Deus. Estes tais, não lembram ou não sabem que, o carnaval é o escárnio em si. Não aplicam a si, o que Davi aconselha: "Bem aventurado o varão que (...) não se assenta na roda dos escarnecedores..." Sl 1.1.

Há coisas tão inseridas no nosso dia-a-dia que nem questionamos mais, embarcamos nelas de olhos fechados. E onde fica o vigiar de Jesus? (Mt 26.41) O vigiar do mestre aqui, é exatamente para não caírmos em tentação. Significa que essa tentação é sutil, porque quando ela vem declarada não precisamos vigiar. Os verdadeiros crentes em Jesus, rejeitam de cara o tal ecumenismo, por exemplo.

Ao longo dos tempos, uma sociedade vai mudando gradativamente seus costumes. E a parte protagonista acaba se tornando sempre a maior, a que detém mais poder de comunicação. Muitas vezes é constrangedor, é sofrido dizer ou escrever verdades que não podem calar. É por isso que o anjo disse a João, que ao comer o livro, na sua boca seria como o mel e no estômago, amargo como fel. (Ap 10.10).

Hoje o mundo inteiro comememora o dia internacional da mulher. Alguns questionamentos devem ser feitos antes que possamos nos juntar a essa comemoração. Como foi instituído? Qual a origem? Quem foi o(s) autor(es)? Quais foram os motivos? E por último: devemos como cristãos comemorar qualquer coisa?

O dia internacional da mulher foi instituído em homenagem a 129 mulheres assassinadas em Nova York nos EUA, no dia 8 de Março de 1857. Naquele dia muitas mulheres que trabalhavam numa fábrica e, em greve, se apoderaram da empresa. Elas exigiam que os salários fossem igualados aos dos homens, porque faziam as mesmas tarefas; elas ganhavam 1/3 do salário dos homens. E também a diminuição da jornada de trabalho de 16, para 10 horas diárias. Os patrões com a conivência da polícia, tocou fogo no prédio, e o resultado foi a tragédia já descrita.

Em 1910, 63 anos depois, a feminista alemã de carteirinha, Clara Zetkin, organizou em Compenhague na Dinamarca a 2ª conferência socialista, depois de várias passeatas. Nesta conferência por proposição de uma camarada do Partido Comunista Búlgaro, foi instituído o dia 08 de março, o dia internacional da mulher. Em 1975, por decreto, a ONU o oficializou.

E porque não nos convem comemorar o dia internacional da mulher? Primeiro: Porque os cristãos não apóiam rebeliões ou greves. Nós escolhemos Jesus, e rejeitamos Barrabás. Numa greve contra o dominio romano na Judéia, ele matou um homem (Mc 15.7). Quando houver uma greve, se não podermos trabalhar por conta dos piquetes ou para não sofrermos represália, ficamos em casa. O apóstolo Paulo, exorta como deve ser o comportamento do empregado cristão (Ef.5.3-8).

Segundo: As feministas lutaram para fazer disso sua bandeira maior. Paulo também ensina como deve ser a atitude das mulheres santas. Elas não devem seguir os ensinamentos de feministas (Tt 2.3-5). Terceiro: Nós cristãos não seguimos as doutrinas maxistas comunistas. Ser cristão não é qualquer ser humano, é aquele que segue os ensinamentos de Cristo. Mais uma vez, lembrando de Paulo, ele escreveu aos coríntios: "Sede meus imitadores como eu sou de Cristo" (I Co 11.1). E aos colossenses: " Digo isto para que ninguém vos engane com palavras persuasivas" (Cl 2.4).

Para amar, proteger, cuidar e defender nossa mulher, mãe, filhas ou netas, não precisamos mesmo de um dia específico, afinal, elas precisam ser amadas todos os dias.

domingo, março 01, 2009

Brasil: Um berço esplêndido 2.














Quando pensávamos que dar guarida a bandidos na pátria amada, era coisa do passado, eis que surge a polêmica Cesare Battisti. Batttisti, o terrorista italiano, é um remanescente daqueles imbecis que choraram quando derrubaram o muro de Berlim, em 1989. Daqueles que antes já haviam se lamentado do prenúncio de falência de um regime, quando da dissolução do império virtual1 chamado União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Daqueles que pensavam em converter o mundo ao comunismo, mesmo que para isto tivessem que ceifar vidas. E foi exatamente isso que Battisti fez.

Não tem esse negócio de ele ser só acusado, ele foi julgado e condenado no seu país à prisão perpétua. No periodo da guerra fria
2, Cesare Battisti, com 20 anos, enganjou-se na militância radical de esquerda italiana, dos anos 70. Na facção chamada proletários armados pelo comunismo.

Em 1979, foi preso e condenado a 12 anos e 10 meses de cadeia, por ações subversivas. Em 1981, fugiu. Esteve no méxico, e depois foi para França. Lá foi protegido pelo governo socialista de Miterrand, que concedeu-lhe asilo e cidadania. Casou-se e tem duas filhas. Em 1982, o comparsa, fundador da facção PAC, Pietro Mutti, preso na Itália o entregou numa "delação premiada". O governo italiano solicitou sua extradição por duas vezes à Miterrand, mas, foi negado.

Quando Sarkozy, assumiu o governo da França, negociou com a Itália a extradição do terrorista. Segundo a imprensa italiana, o presidente francês, quis em troca o voto italiano no tratado constitucional europeu, autorizando a TGV
3, operar no trecho Lyon-Turim, e a aquisição de aeronaves Airbus pela Itália. Sarkozy, o novo deus francês disse: Demos à César o que é de César, (cadeia) e à França o que é bom pra França, (equilíbrio na balança comercial, mais empregos e um bandido a menos). Quando Battisti soube (ou foi avisado?) da transação, fugiu para o Brasil; e preso no dia 18 de Março de 2007.

O governo Italiano pediu sua extradição, e o processo foi enviado ao Conare - Comitê Nacional de Refugiados
,que deu parecer contrário à permanencia de Battisti aqui porque, o mesmo não apresentou provas convincentes de que sofre perseguição política pelo estado italiano. Mesmo assim, o ministro da justiça, tomando uma decição segundo suas próprias convicções, deu status de refugiado político ao terrorista. Convicção esta, de que as astrocidades cometidas por esses bandidos é resultado de luta por um ideal, contra um regime, embora que os contrários às suas idéias, sejam condenados e executados por um tribunal cladestino como os camaradas do PAC de Battisti fizeram.

Não dá mesmo para acreditar em comentários da grande imprensa, de que o governo brasileiro está mantendo esse terrorista aqui, por um pedido de Carla Bruni, primeira-dama francesa, simplesmente por amizade. Até porque o próprio marido entregou a cabeça de Battisti num prato. A imprensa "oficial" insinua que o Brasil não pode ceder, só porque dois presidentes europeus estão pedindo. Se os europeus negociaram, nós vamos pagar o ônus? O que vamos ganhar com isso? Sustentá-lo ou empregá-lo na casa civil?

Se o STF decidisse pela permanencia dele aqui, só nos restariam os maus exemplos. Aulas de bandidagem de um expert internacional. O povo brasileiro tem boa índole e, por causa dessa virtude, os maus de ontem, se apresentam agora vestidos com um "manto" de justiça. O presidente Lula, mandou uma carta para o presidente italiano Giorgio Napolitano, explicando a decisão do seu ministro, mas não convenceu ninguém na Itália.
Lá atualmente o governo é de centro esquerda. O parlamento 50% é de oposição, mesmo asssim, todos os parlamentares se uniram e querem o italiano de volta. O que não acontece no Brasil. Nem todos os partidos apóiam a decisão do governo do PT.

Com decisões como esta, "nós", criamos constragimentos com um país amigo, que cedeu vários filhos para povoarem o sul do Brasil, no século XIX. Um país doq ual importamos nossa cultura jurídica. Com tais decisões, abre-se precedência a outros indesejáveis no mundo inteiro, de facções como a Al-qaeda, Farc, Sendero Luminoso etc. Cezar Battisti, deve estar sorrindo dos parentes de suas vítimas. Enquanto choram nos túmulos, ele espera o sol da liberdade do Brasil. Deve está até orgulhoso, porque, a sigla mais propagada atualmene por aqui é PAC. Xará do seu Proletários Armados pelo Comunismo. Será mera coincidência, ou uma homenagem?

Cabe agora, ao Sr. presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, responder ao presidente da Associação das vítimas do Terrorismo italiano, sr. Della Rocca, quando diz: "A justiça do Brasil é generosa ou cega?"

1 A extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas era considerada um império "virtual", pois os países que formavam este bloco permaneciam com o status de repúblicas independentes, embora fossem na verdade fantoches do governo de Moscou.
2 A expressão "guerra fria" designou por décadas a disputa de poder entre os países capitalistas alinhados com os Estados Unidos, o primeiro-mundo, e os alinhados com a URSS, o segundo-mundo. Os países "não-alinhados", como o Brasil e a Índia, eram alcunhados de terceiro-mundo. Referia-se ao fato da guerra ser travada nos bastidores e não militarmente.
3 Empresa que controla o chamado trem-bala francês.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

BRASIL: Um berço esplêndido!

Com boas intenções, Joaquim Ozório Duque Estrada, autor da letra do hino nascional brasileiro, descreveu em verso a beleza do Brasil. "Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo (...), Iluminado ao sol do novo mundo (...) teus risonhos lindos campos tem mais flores. Nosso bosques tem mais vidas, no teu seio mais amores".

Cantar o hino nacional era parada obrigatória nas escolas daquela época, 1963. A escola era o Grupo Escolar Gov. Miguel Rosa, situada no bairro pirajá ,em Teresina, ( curso primário ). Não havia Tv nem internet. Havia conversas nas calçadas até altas horas, acompanhadas por um radinho a pilha. Sem riscos e sem assaltos. Essa palavra só estava nos dicionários. As vezes as conversas eram interrompidas pelos noticiários das rádios Difusora, Clube e Pioneira. O mais famoso era o reporter Esso, da rádio Globo do Rio de Janeiro.

Naquele ano, dois episódios internacionais chocaram os pacatos prosadores de minha tranquila Teresina. O assalto ao trem pagador (agosto) e o assassinato do 35º presidente dos Estados Unidos da América, Jonh F. Kennedy (Novembro). Na escola, os colegas chamavam os amiguinhos, para brincarem de "o trem pagador".

Quando perguntados, como era essa brincadeira, diziam: "Agente faz uma fila, com as mãos nos ombros dos outros, que é o trem carregado de dinheiro. Outros meninos esperam escondidos o trem passar e roubam a grana. Só fui entender essa estória muitos anos depois.

Em 1974, fui morar em São Paulo. Lá as emissoras falavam muito no trem pagador. Lembrei da brincadeira dos meninos, e já com 19 anos fui pesquisar esse fato que aconteceu no dia 8 de Agosto de 1963. Nesse dia, uma das mais audaciosas quadrilhas do mundo, composta de 16 elementos, assaltou um trem que transportava dinheiro de depósitos bancários da Escócia para a Inglaterra; mais precisamente no condado de Bukinghamshire. Sem fazer uso das armas de fogo que possuia, a gangue tomou 2.631.784 libras esterlinas. Mais ou menos, 9.2 milhões de Reais. Onze desses bandidos, foram presos, entre eles o sagaz Ronald Biggs que, depois de dois anos na penitenciária, escapou com ajuda de suborno, escalando muro com cordas de panos. Biggs, foi para a Austrália e em 1970 refugiou-se no Brasil.

Aqui ele encontrou o berço esplêndido; ao som do mar(...). Foi morar na cidade maravilhosa. No seio do Brasil, encontrou mais amores. Ele havia deixado para trás, a esposa e três filhos. Casou-se novamente aqui, com a dançarina de boate Raimunda de Castro. Biggs tornou-se uma celebridade. Um bandido famoso, na cidade maravilhosa, com sua morena dengosa. Neste paraíso, surgiria um filho famoso. Nasceu Michael Biggs - o Mike de uma banda infaltil dos anos 80. O sucesso, foi um verdadeiro balão, e só poderia ser mágico. O sucesso de Mike, muchou junto com o Balão Mágico.

Mike tornou-se a desculpa que Ronald, precisaria para se manter aqui, rindo da Scoltland Yard. Não poderia ser extraditado, porque a Inglaterra não tinha acordo de extradição com o Brasil. Quando um reporter inglês o encontrou no Rio de Janeiro, a polícia inglesa quiz pegá-lo, o malandro havia engravidado a prostituta dançarina. Estava descartada a segunda hipótese que poderia levar Biggs de volta.

A Constituição Brasileira, prevê que qualquer criminoso estrangeiro, pai de um brasileiro, não pode ser expulso. Ponto de vista que deve ser revisto, para não haver suporte à crimes premeditados.

O crime do trem pagador, foi premeditado, planejado e quase "perfeito." Pra começar a gangue roubou um caminhão do exercito. E com mais dois jeeps Land Rover, escondeu-se numa fazenda. Em seguida percorreram toda a ferrovia, modificando a sinalização. Em Ligton Buzzard cobriram o sinal verde e acenderam o amarelo usando uma bateria. Isso apontava que o trem teria que parar na próxima estação. Em Sears Crossing, local do roubo. Fizeram a mesma coisa com os sinais. Dessa vez acendendo o vermelho com outra bateria. Cortaram a linha telefônica, e o lider do bando foi para cima de um morro para avisar via walkie-talkie, a aproximação do comboio.

Eram 3 horas e meia da manhã quando o trem parou. Os bandidos invadiram-no e meteram uma paulada na cabeça do maquinista. Renderam os funcionários do correio com os malotes. Enquanto isso, um dos bandidos destravava a locomotiva com três vagões, obrigando o maquinista levar o trem até Bridero onde a outra parte da gangue esperava com os veículos. Descarregaram 12o sacos de dinheiro em ritmo de formiguinhas, e foram para o esconderijo. Lá brincaram, beberam e jogaram cartas sem preocupação com as pegadas.

Ao sairem deixaram nas cartas suas impressões digitais e a Scotland Yard matou a jogada. Ronald Biggs não poderia ser extraditado ou expulso, mas sem documentos não poderia trabalhar legalmente no Brasil. Mesmo assim não faltava nos pontos turísticos do Rio de Janeiro, camisetas e canecas com sua foto estampada. Alguns turistas pagavam até 70 dólares, para almoçar e posar para fotografias com o ladrão mais famoso do mundo.

Em 2001 o assaltante resolveu se entregar às autoridades britânicas. A volta de Biggs foi intermediada pelo jornal The Sun, que pagou as despesas com o frete de um jatinho, além de cachê de 44 mil libras pagas ao filho Michael, em troca da exclusividade da estória.

Ao desembarcar na Grã-Bretanha, Biggs foi preso, e permanece até hoje na penitenciária de Norwich. No início deste mês (Fevereiro), Ronald Biggs passou três dias hospitalizado vítima de uma pneumonia. Segundo o filho Mike, o pai está com a saúde debilitada e não fala mais ao telefone. O Jornal The Guardian, informou que o conselho de setença, que determina a condicional de um preso, se reunirá no próximo dia 3 de Julho, quando provavelmente Biggs será posto em liberdde. Faltando um mês e cinco dias para o ladrão completar 80 anos de vida e 46 de seu crime.

Em 1992 Ronald Biggs foi contratado para fazer uma publicidade de uma empresa de segurança no Paraná. No final da mensagem, falava um português com sotaque inglês insuperável: "Eu preciso de segurança, afinal já estou rico mesmo!"

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Olha que indicação maneira!


Este blog recebeu carinhosamente a indicação deste selo pelo irmão Marcos Vasconcelos, autor do blog Evangelho sem mistura. Agradeço pela indicação do irmão!.
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As regras:
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1. Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que você acabou de ganhar!
2. Poste o link do blog que te indicou.
3. Indique 10 blogs de sua preferência.
4. Avise seus indicados.
5. Publique as regras.
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7. Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com, juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.

Blogs que indico

domingo, fevereiro 22, 2009

Abolição: Uma Conquista Protestante - parte 7

Capítulo Final.

A abolição da escravatura não mudou de imediato, a vida dos quase um milhão e meio de escravos no Brasil. Não foi com um estalar de dedos da princesa regente, ou no afogar da pena no tinteiro para assinar aquele papel com o brasão do império, que aqueles brasileiros passaram a viver em um paraíso.

No Brasil de negros livres, as fórmulas sociais e étnicas as quais formaram a nossa população, aconteceram a longo prazo. Muitos dos agora trabalhadores mantinham um relacionamento afetuoso com a familia dos patrões e preferiram se manter nas fazendas, livres dos castigos corporais, a troco de pão e circo. Passaram a ser chamados os "criados e criadas"

Outros que mantinham somente uma relação de trabalho, foram postos fora da fazenda, diante da obrigação imposta pela autoridades de pagamento dos trabalhos executados. Nem todos puderam ser uma Chica da Silva. Para estes, largados à própria sorte, sem estrura familiar, sobrou-lhes a mendicância.

Vale a pena repetir que os livros de história também não contam con detalhes, pelo menos até ao ensino médio, o desfecho da luta pela abolição. Na sessão do dia 08 de maio de 1888, da Câmara dos Deputados, uma Terça-feira, o ministro da agricultura do império, Sr. Rodrigo Silva, leu o projeto de lei de autoria do governo, no plenário em nome do Imperador D. Pedro II. Era muito suscinto. Havia dois artigos.

Art.1º - É declarada extinta a escravidão no Brasil.
Art.2º - Revogam-se as disposições em contrário. em nenhum de seus parágrafos a lei previa qualquer indenização, aos donos de escravos.

No dia 13 de maio de 1888 num belíssimo dia de domingo, a princesa Isabel, regente do império brasileiro, sancionou a lei 3.353, que ficou conhecida simplesmente como a Lei Áurea, dando liberdade a todos os escravos no Brasil. Assim como nossos irmãos protestantes da Inglaterra, Canadá e Estados Unidos, influenciaram e incentivaram os missionários estrangeiros no Brasil, a lutarem pela abolição, quando essa se concretizou em nosso país, houve grande repercussão no mundo. Em 1894, a Coréia abria as portas da liberdade para seus escravos. Seguidos por China em 1910 e Nepal em 1921, Irã em 1928, África e Etiópia em 1943, Qatar e Yemem em 1962; Emirados Árabes 1963, Oman 1970 e Mauritânia 1980.

É evidente que o trabalho escravo ainda existe em todo o mundo. Também no Brasil essa falta de vergonha, de amor ao próximo e temor (respeito) a Deus, ainda acontece. Quem não ama, também não respeita.

O apóstolo Paulo disse que cada trabalhador tem direito a receber conforme o seu trabalho. I. Co 3.8.

Diante do pouco que vimos nesta série, Abolição: Uma conquista protestante, concluímos que muitos fatos desse câncer chamado escravatura, ainda estão debaixo do tapete ou detrás dos panos como diria minha avó. Concluímos também que esta história precisa ser reescrita. Se fizessem isto, com absoluta certeza, apareceriam aqueles como Wilberforce, que derrotado oito vezes consecutivas no parlamento, imaginava-se impotente, mas, a Palavra de Deus dizia-lhes aos ouvidos: "diga o fraco eu sou forte" (Os 2.10). E Deus o fez vencedor!

No início de 2007, a revista Veja publicou uma matéria sobre o cientista americano Francis Collins, diretor do projeto Genoma. Na entrevista, Collins rebateu aos cientistas ateus, por terem dito que a fé faz mais mal ao mundo que bem. Francis Collins jogou-lhes na cara a memória de Wilberforce, que pela força da Fé Cristã, mudou o mundo para melhor.

Mais uma vez temos que abrir o diário de Willberforce, e mostrar mais esta pérola: "Devo confessar que minhas e próprias esperanças pelo bem-estar do meu país não dependem de seus navios e exércitos; nem da sabedoria de seus governantes, ou ainda do espírito de seu povo, mas sim da capacidade de persuasão de todos aqueles que amam e obedecem ao Evangelho de Cristo".

Nós os protestantes, crentes e evangélicos, não idolatramos ninguém. A idolatria é pecado. A Biblia diz que é como o pecado de feitiçaria. Mas, cabe aqui dizermos: Aonde estavas tu Gandhi?

Agora não nos basta cantar somente Amazing Grace, o hino estandarte na luta pela abolição. Em homenagen aos nossos irmãos, devemos também cantar: Vale a pena ser Crente! Amém?

Maranata! ora vem Senhor Jesus.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Abolição: Uma Conquista Protestante - parte 6













Capítulo 6


Estamos comentando a escravidão e, consequentemente, a sua abolição, em um contexto internacional. No entanto, reservamos os ultimos capítulos desta série, para refletirmos sobre a parcela brasileira nessa história. No Brasil, a escravidão começou no ano de 1526 e terminou legalmente, em 1888. Foram 362 anos de uma história negra.

Em parte seria compreensível que os literatos, cronistas e historiadores omitissem pequenos episódios dessa história. Digamos, por esquecimento. Até por quê são quase quatro séculos. Para a maioria deles, não interessa resaltar que os protestantes, movidos pelo amor de Deus, o qual anunciavam, foi quem iniciaram esta luta, levando-a até ao fim. Todos arriscando as suas próprias vidas! Tais historiadores, encurtam a trajetória dos fatos, para digamos, não serem taxados de proselitistas. Atribuem a luta abolicionista, aos Iluministas e filósofos; porque o Iluminismo coincidiu no tempo, com a missão anti-escravista de John Newton e William Wilberforce.

O problema vai além da omissão. Isto é usurpação. É atribuir a outrem a honra alheia. Para os milhões de infelizes escravos espalhados pelo mundo, o século das luzes (como foi chamado o século XVIII por esses historiadores), foi o período mais negro de suas vidas. Os cronistas até hoje baseiam-se em pequenas frases de fisiocratas, filósofos europeus tais como Adam Smith, Montesquieu e Rousseau, fazendo pequenas inserções contra a escravidão. No entanto nunca houve por parte destes, uma luta mais efetiva.

Um outro francês, o cientista Condorcet, declarou: "Poucos filósofos atreveram-se a soltar um grito contra a escravidão." O próprio Condorcet esqueceu de acrescentar que esses poucos gritos foram tão baixos, e sem repercussão. E que muitos destes discursos baixinhos, eram seguidos de comentários como, "A escravidão é um erro, mas, nada podemos fazer." Ou, "O ideal é que não houvesse, mas, a economia precisa".

Nenhum desses homens bons de papo, abastecidos de velhos vinhos, cientistas da imaginação, procurou refletir mais profundamente sobre o sofrimento daqueles seres humanos. Os quais, na roça, eram máquinas agrículas, na senzala, "machos e fêmeas", eram máquinas sexuais na fabricação de mais negrinhos, aspecto que cresceu muito, entre a proibição do tráfico e a abolição (1850-1888). Quanto mais "bacuris", mais escravos com menos riscos, mais mão-de-obra barata e mais lucros. Na intimidade da casa grande, as negrinhas adolescentes , eram obrigadas a iniciar os pálidos sinhôzinhos sexualmente.

Na estrutura da sociedade escravista, não se admitia maricas ou donzelões. Os patrões abusavam das escravas adultas, a seu bel prazer (As patroas eram somente para gerar os herdeiros), ignorando se as mesmas mantinham alguma relação afetiva com um companheiro. Quando as sinhás percebiam, quebravam os dentes das coitadas com o salto do sapato. Desses conluios saíam mulatos e mulatas formosos por causa da miscigenação. Os quais eram negociados mais caro. Muitos deles eram atraidos pelas sinhazinhas, quando revoltadas com o desprezo do marido ou pela carência.

Os livros de história não contam esses detalhes. Os protestantes na luta contra a escravatura e suas atrocidades, não ficaram somente em palavras ou discursos atenuados pela covardia. Desde o inicio do século XVIII, como já vimos, tiveram uma reação mais concreta. Em 1768 os irmãos quacres ( Londres), enviaram uma solicitação abolicionista ao parlamento inglês. Que foi rejeitada. Daí John Wesley marcou serrado com seus discursos. Em 1774, Wilberfoce aceitou a Jesus, e reforçou o time dos "santinhos." Esse ultimo foi criador também da British and Foreign Bible Society (Sociedade Biblica), em 1804, e da Church Missionary Society, em 1799.

Segundo Robin Furneaux, escritor francês (1936-1985), a mensagem de Wilberforce era de que não bastava professar o cristianismo, levar uma vida decente, e ir à igreja aos domingos, já que o cristianismo atravessa cada aspecto, cada canto da vida cristã. A sua abordagem do cristianismo era essencialmente "prática". Wilberforce foi o instrumento de Deus para abrir as portas da India para a evangelização. Quando o missionário William Carey, precisou de ajuda missionária, por iniciativa de Wilberfore foi aprovado no parlamento inglês, um projeto desse político e servo de Deus, que abria todos os territórios do império britânico aos missionários. O documento é conhecido com o nome de "A ata da India", pelos cristãos evangélicos.

O famoso primeiro-ministro britânico do século XX, Wiston Churchill declarou: Não há na historia muitas pessoas que tenham contribuido tanto para o bem da sociedade, como William Wilberforce. Churchill referia-se sempre a ele, como "A consciência da nação".

No capítulo final, você saberá como e porque a princesa Isabel assinou a lei da abolição no Brasil.

Até lá.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Abolição: Uma Conquista Protestante - parte 5












Capítulo 5


No Brasil a abolição da escravatura teve muita influência dos missionários evangélicos. Eram homens de ideais avançados e muito cultos. Os políticos e o Império sempre os ouviam. Escreviam constantemente, nos jornais da época e habitualmente encontravam-se com líderes políticos. Na lista desses missionários estava o nome de Ashbel Green Simonton, um abolicionista convicto. Assim como outros grandes homens que descreviam os próprios passos, Ashbel, assim externou o pensamento dos evangélicos anti-escravistas brasileiros: "Se ao menos puder ser removida a mancha da escravidão, esse incubo extirpado do corpo da nação, ainda que em algum dia distante, já será grande vitória". Muitos outros artigos foram escritos no Jornal "Impressa Evangélica", que circulava no periodo imperial.

O que pouquíssimas pessoas sabem neste país, é que o Brasil, foi a ultima nação das américas, a acabar com a escravidão. Outra informação que os brasileiros das novas gerações precisam ter, é que fomos o país que mais comprou e vendeu negros entre os séculos XVIII e XIX. Sinceramente, precisamos pedir licença ao âncora de um famoso jornal televisivo, e dizer com todas as letras maiúsculas: "ISTO É UMA VERGONHA".

E essa vergonha se faz maior, quando refletimos que "somos cristãos" e o maior país católico do mundo. Os dados são do Memory of the world - da Unesco. O padre português Manoel Ribeiro da Rocha, residente na Bahia, aparece como gota d'agua libertária no oceano da omissão, e escreve em seu diário em 1757, seus ideais abolicionistas, incentivado pelo movimento inglês, comandado por William Wilberforce e Thomas Clark.

Algumas personalidades históricas, entre eles José Bonifácio, Caldeira Brant, o imperador D.Pedro I e Hipólito José da Costa, jornalista residente em Londres, discursavam, escreviam artigos e apresentavam-se hipocritamente como abolicionistas, mas, na realidade não queriam que isto acontecesse, temendo ver o país se desestruturar. Nos seus planos haveria uma abolição lenta e gradual, a passos de tartaruga. Que me perdoe esse animalzinho simpático!

Então, mesmo depois da independência, o Brasil continuou traficando escravos, ignorando tratados como os congressos de Viena de 1815 e 1817. Por pura pressão da Inglaterra, o Brasil foi forçado a assinar um tratado em 3 de Novembro de 1826, o qual estipulava um prazo de três meses para acabar com o tráfico. Para cumprir isso, o parlamento brasileiro aprovou uma lei em 7 de Novembro de 1831, que libertava os escravos desembarcados em terras brasileiras. Esta lei ficou no papel. O tráfico continuou com a cumplicidade do governo. Hipólito, aquele jornalista baiano radicado em Londres escreveu assim no Correio Brasiliense, " Se o governo acabasse com esse mal, o povo lhes perdoaria todos os outros."

Em Abril de 1850, cruzados britânicos prenderam navios negreiros até nos portos brasileiros. No dia 14 de Outubro do mesmo ano, o ministro da justiça, Dr. Euzébio de Queirós, assinou a lei que proibia o tráfico clandestino de escravos africanos, para o Brasil. Seria a maior oportunidade para acabar de vez, com esse crime contra a humanidade. Os senhores de engenho e os fazendeiros pressionaram o congresso e o governo, em defesa de seus interesses. E assim, quando o deputado Pedro Pereira da Silva Guimarães (1850-1852) apresentou um projeto de lei, que libertava os nascituros, neutralizaram-no.

A população brasileira era de 4.2 milhões de habitantes, dos quais 1.2 milhão era de negros escravos. A agricultura dependia totalmente dessa mão-de-obra. Com a proibição do tráfico, sobrou dinheiro, e os ricos foram obrigados a investir em outras áreas. Aí surgiram os bancos, as companhias de imigração, estradas de ferro. etc.

Os abolicionistas passaram a contar com o apoio do Instituto dos advogados (hoje OAB ). Em 1871 o imperador D. Pedro II mandou para seus ministros apreciarem documento-apelo da Junta Francesa para a libertação de escravos. O Conselho de estado debateu o assunto com base nos projetos de Pimenta Bueno, visconde e marquês de são vicente. Esses estudos concluiram pela liberdade aos nascituros, garantia de pecúlio, suspensão de castigos corporais e alforria.

O processo de abolição teve influência também da guerra do Paraguai. Por falta de combatentes, recrutaram escravos como "voluntários da pátria". Em 6 de novembro de 1866 foi aprovado projeto de Zacarias de Góis e Vasconcelos, em que concedia liberdade ao negros que fossem designados para servir ao exército. Um outro projeto de sua autoria, de 28 de Setembro de 1868, abriu precedência para vários processos juridicos contra senhores escravistas, interpostos por brilhantes advogados tais como: Saldanha Marinho, Luis Gama e Pimenta Póvoas, que interpôs 1604 ações contra senhores que abusavam sexualmente de suas escravas; ganhando 729 alforrias. O primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura, em 1844, foi o Ceará. Seguido pelo Amazonas e Rio Grande do Sul.

Depois daí veio, em 28 de Setembro de 1871, a lei do Ventre Livre, e em 28 de Setembro de 1885 a lei do sexagenário. Pela primeira, todos os nascidos de escravas eram livres. E pela segunda, todos os escravos com mais de 60 anos. em todo esse tempo de luta, ratificado ficou o que Deus manda ser seus filhos. Que sejam cabeças e não caudas. Os protestantes do século XVIII, pioneiros, conseguiram influenciar uma diversidade de movimentos sócio-ideológicos, às margens dos partidos políticos; como poetas, jornalistas, estudantes, advogados, militares. em outubro de 1887 oficiais do exército, solicitaram à Pricesa Isabel, regente do império no Brasil, que os soldados não fossem obrigados a capturar escravos fugitivos. Um famoso congressista, deputado Martinho Campos declarou, "A abolição, foi feita por aqueles que pertenciam ao partido daqueles que nada tem a perder". No penúltimo capítulo desta série, voce vai ler: Por que os livros não contam a verdadeira história?

Até lá.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Abolição: Uma Conquista Protestante - parte 4

Capitulo 4

Nove meses depois de aprovada a lei da abolição na Inglaterra, morre John Newton. A Grã-Bretanha, a maior potencia mundial daquela época, declarou guerra à escravatura, no mundo inteiro. Ninguém mais poderia comprar e vender escravos. Passou então a patrulhar e fiscalizar todos os navios que cortavam os oceanos. (O famoso Aberdeen Act). Qualquer navio que fosse flagrado com escravos era apreendido, e os ocupantes devolvidos. Os paises rivais tiveram que parar imediatamente com a comercialização; entre eles a Bélgica e Portugual.

Alguns países continuaram comprando e vendendo escravos clandestinamente mas, gradativamente, foi tomando corpo o abolicionismo em todo mundo. A pressão inglesa continuou, e em 1850, o Brasil concordou em acabar com o tráfico, através da famosa lei Euzébio de Queirós. A Grã-Bretanha continuou decidida na luta anti-escravista e, depois de muitas leis regulamentares, no ano de 1833, foi banida em todo território britânico, e em suas colônias, a escravidão. William Wilberforce, sai da cena da vida, da política e da igreja, poucos dias depois. Para os inimigos ele morreu, para os milhões de seres humanos de pele escura, libertos pela sua luta, ele foi para um bom lugar. Mas, para os bravos e fiéis, irmãos em Cristo , compnheiros nas tristezas, nas lutas e nas dores, Deus recolheu o espírito de seu filho, para descansar e trazê-lo de volta na sua vinda. Paulo descreveu assim esse evento: " Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele". ( I Ts 4.14).

Nas homenagens fúnebres ao pioneiro da abolição, na Grã-Bretanha, e no mundo, os irmãos cantaram mais uma vez, entre lágrimas e voz embargada, o hino, simbolo do movimento, " Amazing Grace (Maravilhosa Graça). Uma a estrofe mais dificil de ser entoada pelos saudosos irmãos e amigos de Wilberfoce, é a que grifaremos na cor verde, simbolizando a nossa esperança de um dia também conhecermos nosso irmão William Wilberforce. Veja a letra e cante: Amazing Grace. Maravilhosa Graça:

Amazing Grace (How sweet the sound), That sav'd a wretch like me! I once was lost, but now am found. Was blind, but now I see.
Marivilhosa Graça, quão doce é o som Que salvou um miserável como eu Estava perdido, mas fui achado Estava cego, mas agora vejo.

Twas grace that taught my heart to fear, and grace my fears reliev'd; How precious did that grace appear, The hour I first believ'd!
Foi a Graça que ensinou meu coração a temer E a Graça aliviou meus medos Tão preciosamente apareceu essa Graça Acreditei no primeiro momento.

Thro'many dangers, toils and snare, I have already come; 'Tis grace has brought me safe thus far, and grace will lead me home.
Entre perigos, labutas e armadilhas Já cheguei Esta Graça tem conduzido-me a salvo até aqui. E a graça me levará ao lar.

The Lord has promised good to me. His word my hope secures; He will my shield and portion be, as long as life endures
O Senhor tem prometido o bem para mim Sua palavra sustenta minha esperança Ele será meu escudo e minha porção Ao longo da vida durará.

Yes, when this flesh and heart shall fail, and mortal life shall cease; I shall profess, within the vail, A life of joy and peace .
Sim, quando esta carne e coração desvanecerem e a vida mortal cessar, exercerei, em meu benefício uma vida de gozo e paz.

The earth shall soon dissolve like snow, The sun forbear to shine; But God, who call'd me here below Will be for ever mine.
A terra deverá brevemente se dissolver como neve O antigo sol a brilhar Mas Deus, que chamou-me a mim, um indigno, Será para sempre meu.

No ano seguinte (1834), mais precisamente no mês de Agosto, foi decretado o " Slavery Abolition Act" que imediatamente libertou 776 mil escravos; homens, mulheres e crianças em toda a Inglaterra.

Não deixe de ler o próximo capítulo, porque você vai saber o quanto os protestantes influenciaram a abolição no Brasil.

Até lá.

Abolição: Uma Conquista Protestante - parte 3












Capítulo 3

Quando Willberforce voltou a Londres, já era uma nova criatura. Pretendia colocar a sua vida totalmente ao serviço do Mestre. Encontrou-se com o pastor Newton, ocasião em que este o orientou a permanecer na política e lutar pelas causas sociais, (como havíamos relatado antes).

Levando a efeito as mensagens dos pastores John Wesley, John Newton e anthony Benezet; Wilberforce decidiu lutar em duas frentes: a reforma moral do país e a abolição da escravatura. Mais uma vez, registrou em seu diário: "Deus tem assentado no meu coração, dois grandes propósitos: A reforma dos costumes e o fim do comércio de escravos.

Wilberforce era também um homem de oração. Acordava cedo, lia a sua Bíblia e orava pedindo a Deus que o fortalecesse na sua grande luta. Ao seu lado estava sempre o companheiro e conselheiro John Newton. Grande luta mesmo, porque haveria de enfrentar poderosos também da política e no poder econômico. A escravatura, era um dos pilares da economia britânica de então. Era a maior fonte de lucros do mercantilismo.

Em um de seus discursos Wilberforce disse, "A perversidade do comércio de escravos é tão grande, tão horrorosa e tão irremediável, que a minha mente está completamente preparada para a abolição. Sejam quais forem as consequências, deste momento em diante, estou resolvido que nunca descansarei até que tenha conseguido a abolição" (Discurso extraido do livro Christians Everyone Should Know, pág. 131). Em outras palavras, estava dizendo: vou lutar até ao fim, nem que isso custe a minha própria vida.

Certa vez, um amigo escreveu ao jovem parlamentar, "Se as coisas continuarem assim, breve ouvirei dizer que fostes carbonizado por algum dono de fazenda das Indias Ocidentais, feito churrasco por mercadores africanos e comido por capitães da Guiné, mas não desanime - eu escreverei o seu epitáfio". A grande luta contra o tráfico de escravos consumiu 18 anos de Wilberforce. Seus projetos foram derrotados oito vezes: 1791/92/93/97/98/99/1804/05. Durante esse período assaltaram-no e bateram nele por duas vezes para intrimidá-lo.

Outros parlamentares evangélicos, e crentes metodistas, puritanos, anglicanos da perififeria de Londres, juntaram-se a ele. Agora o pioneiro não estava mais sozinho! Os antiabolicionistas apelidaram o grupo de Wilberforce de "os santinhos". Com coragem e bravura, esse grupo de protestantes, estava disposto a fazer a diferença na sociedade de seu país, mudando a história para melhor.

Criaram a primeira Associação Anti-Escravatura. Em 1787 fundaram a Serra Leoa, antes uma colônia chamada Freetown, (um quilombo) de escravos refugiados do Canadá e Inglaterra. A Associação Anti-Escravista - "os santinhos", mandou para lá, em mais de meio século, mais de 100 mil ex-escravos. Construíram escolas evangélicas para os pobres, reformaram antigas edificações, e fizeram um grande trabalho missionário. Em todo esse periodo de lutas havia uma campanha de oração pela manhã, à tarde e à noite na Igreja Clapham, em Londres. Outras igrejas entraram na batalha de oração, como os irmãos da igreja dos quacres.

Aqueles crentes sofreram uma oposição muito grande. Na época os pasquins e tablóides ingleses acusavam os crentes anti-escravistas de promotores da ruína da economia. Mas, os protestantes não se intimidaram, continuaram perseverantes em oração e ação. em 1807 o congresso britânico, aprovou com 283 votos a favor e 16 contra, a lei que aboliu a escravidão no Reino Unido, proposta nove vezes por Wilberforce.

No momento em que o presidente do parlamento anuciava o resultado da votação, todos os congressistas puseram-se de pé e aplaudiram aquele homem de Deus, por vários minutos, que chorava com as mãos no rosto, agradecendo e golirificando a Deus.

A luta foi grande. A leitura que se fez dessa batalha, é que Deus consentiu essa demora, para que o sentimento de vitória fosse maior que as angústias, as perseguições, as afrontas e escárnios que enfrentaram ao longo do tempo. A decisão do congresso, mudou a cara e a atitude dos ingleses, em relação a escravidão. E, consequentemente, direcionou o mundo para um novo tempo, iniciando-o em políticas mais humanitárias e mais justas.

No próximo capitulo: A morte de John Newton. O grande incentivador de Wilberforce. A Inglaterra, passa a ser a guardiã dos mares, contra a escravatura no mundo.

Comente, e até lá.

sábado, fevereiro 14, 2009

Abolição: Uma Conquista Protestante - parte 2

Capítulo 2

Antes de ser um crente em Jesus, John Newton foi por muito tempo traficante de escravos. Levando-os da África para a Inglaterra e outros países da região. Um dia foi preso e tratado como escravo na África. Quando voltava para a Inglaterra, e o barco estava naufragando, ele pediu a Deus que o livrasse. Esse dia Newton o chamou de "a minha libertação". Passou a ler diariamente a Bíblia e a literatura evangélica, recomendando inclusive o livro de Thomas de Kempis: Imitação de Cristo. Passou a acompanhar os passos de Whitefield e a admirar as ações do famoso pregador John Wesley - fundador da Igreja Metodista. Quando foi ordenado pastor, dirigiu várias igrejas: Olney Parish Church e a Saint Mary, Woolnot, em Londres. Na sua primeira igreja, conheceu e ficou amigo do poeta inglês William Cowper. Os dois dirigiam os cultos e reuniões de oração. Juntos compuseram vários hinos, um para cada tipo de celebração. Em dezembro de 1772, Newton compôs Amazing Grace, apresentando em sua igreja no dia primeiro de Janeiro de 1773, no culto de celebração de ano novo.

Esse hino traduz o sentimento da nova alma de um homem que abandonou o tráfico de escravos para servir ao seu grande libertador. A cada vez que cantamos este hino, ratificamos o seu contexto histórico. Confirmamos o poder transformador da graça de Deus na vida das pessoas. John Newton, além de compositor, era um excelente pregador. Assistindo a seus vários sermões havia constantemente um um jovem de nome William Wilberforce (foto-1759-1833), membro da Câmara dos Comuns.

John Newton gostava de pregar sobre os temas: Juizo final, Glorificação de Cristo, Ressurreição, Paixão, e Nascimento. Durante a pregação de um destes sermões, ao terminar o culto, o jovem parlamentar inglês, Wilberforce procurou John Newton para um aconselhamento pastoral. Wilberforce externou o desejo de deixar a politica, para evangelizar o seu país. O pastor John aconselhou-o a continuar na política, porque Deus tinha plano de usá-lo para acabar com as injustiças sociais na Inglaterra. O exemplo deste grande servo de Deus, poderia (se quisessem) servir de protótipo de político-evangélico compromissado com a ética cristã. De um político que, embora tenha começado com métodos que no Brasil a justiça repudia, mas, que ainda não desapareceu da polítrica brasileira, que é a copilação de votos por meios ilícitos. Em troca de favores ou benefícios. Para conseguir o apoio popular, gastou o seu dinheiro mandando fazer um grande churrasco para o eleitorado do povoado, consquistando boa parte da população. Ainda não era crente em Jesus. Foi eleito aos 21 anos, e aos 24, já era um politico famoso em toda a Inglaterra. Wilberforce era de familia nobre. Estudou nas melhores escolas, Foi em Cambridge que "foi picado pela mosca azul" como dizem os polícos brasileiros (desejo consumado de entrar para a política). Era um orador espetacular! Por causa de um de seus discursos, conseguiu eleger-se parlamentar para Yorkshire, um dos maiores condados da Inglaterra.

Em Londres William Wilberforce era considerado um orador estraordinário e de grande futuro político. Nessa época o primeiro ministro era William Pitt. Amigo de infância que, chegou a dizer que Willberforce era o maior orador que ele já havia conhecido e dono de uma voz espetacular! O jovem parlamentar,sempre achava que Deus tinha um outro modo de olhar para ele. A sua vida teve grande influência de uma tia metodista, do ministério de George Whitefield, mesmo assim só veio a aceitar a Jesus mais tarde numa viagem.

Aos 24 anos foi para a França. Levou a mãe (Elizabeth), a irmã (Sally) uma amiga dela, e um amigo professor (Isaac Milner). Na bagagem desse professor havia um livro: The Rise and Progress of Religion in the Soul, de um famoso escritor inglês, Philip Doddridge, autor do hino Oh! Happy Day. Ao perguntar a seu amigo Milner que livro era aquele, Milner disse: É o melhor livro que já li. Leram juntos. Esse livro, a Bíblia Sagrada, associados às conversas com o amigo levaram Wilberforce a se firmar na vida cristã. Muitos desses grandes homens, possuíam um diário; que gradativamente foi cedendo lugar às fitas k-7, CDs, vídeos, pen-drives etc.

Com William Wilberforce não foi diferente e, em 1784, escreveu: "Condeno-me por ter perdido tempo precioso, oportunidades e talentos (...), não é o temor da punição que me afetou, mas um grande senso de culpa, por ter negligenciado por tanto tempo a misericórdia de meu Deus".

Comente, porque no próximo capítulo Wilberforce volta a Londres e ...